Primeira-dama acusa os EUA

Primeira-dama acusa os EUA

postado em 14/01/2016 00:00
 (foto: Juan Barreto/AFP)
(foto: Juan Barreto/AFP)



Em declaração inédita sobre a prisão dos sobrinhos acusados de narcotráfico nos Estados Unidos, a primeira-dama da Venezuela e deputada eleita, Cilia Flores, não economizou munição contra Washington. ;A DEA ; agência antidrogas norte-americana ; cometeu delitos de sequestro, o qual a defesa se encarregará de provar. Nós temos documentos, temos as fotos de quem são os funcionários da DEA que incorreram no delito, aqui, na Venezuela, neste caso, que é de sequestro e de vingança;, declarou a mulher do presidente Nicolás Maduro.

Franqui Flores de Freitas, de 30 anos, e Efrain Campo Flores, de 29, foram presos no Haiti, em novembro, por agentes dos EUA. Os dois foram conduzidos a Nova York e indiciados por conspiração para traficar cocaína. Ambos se declararam inocentes. ;Está comprovado, e temos provas disso, que a DEA esteve metida aqui, no território venezuelano, violentando a nossa soberania e incorrendo em delito dentro de nosso território;, comentou Cilia, logo após deixar a Assembleia Nacional.

Citada pelo jornal El Universal, a primeira-dama lembrou que não é a primeira vez que o governo norte-americano acusa Caracas de crimes de narcotráfico. ;Desde que a revolução chegou, eles têm tratado de implicar a todos os funcionários do governo para tratarem de fazer ver que a Venezuela é um Estado narcocomplacente;, disse Cilia.

Advogado
Kafahni Nkrumah, advogado de Efraín Campos Flores, afirmou não poder classificar o caso como ;sequestro;. No entanto, considerou a detenção de seu cliente ;suspeita, para dizer o mínimo;, de acordo com o jornal El Nacional. Ele disse desconhecer as declarações da primeira-dama. ;Não vou refutar o que ela alega. (;) Mas tampouco posso dizer que Efraín e Franqui foram sequestrados sem revisar profundamente os tratados internacionais e todo o mais. Não posso comentar sem revisar;, reiterou.

Ontem, Cilia Flores comentou o impasse entre o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e a Assembleia Nacional. ;A eles (deputados da Mesa de Unidade Democrática, de oposição) não lhes resta outra coisa a não ser acatar a decisão do TSJ e reconhecer que há outros poderes, que as faculdades da Assembleia são limitadas, assim como cada um dos poderes.; A parlamentar recém-eleita expressou que o desacato ao TSJ e ao Executivo tem ;afundado; o parlamento.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação