A vez do filhote da onça-parda

A vez do filhote da onça-parda

Nova foto divulgada esta semana aumenta interesse de frequentadores pelos hábitos da suçuarana

MARYNA LACERDA
postado em 24/02/2016 00:00
 (foto: NEX/Brasília é o Bicho/Divulgação
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(foto: NEX/Brasília é o Bicho/Divulgação )


Nova imagem da onça-parda, no Parque Nacional de Brasília, foi divulgada na segunda-feira. Desta vez, uma fêmea e um filhote foram flagrados em passeio, no mesmo local em que a primeira fotografia foi tirada. Ambos os registros foram obtidos por meio de uma das quatro armadilhas fotográficas instaladas na unidade de conservação.

Na fotografia recente, o filhote aparece com as pintas, chamadas rosetas, no pelo. É um indicativo de que ele é bastante jovem, uma vez que, aos quatro meses, as rosetas começam a desaparecer. A separação entre mãe e filhote só ocorre quando ele completa um ano e meio de vida.

Ainda não é possível precisar a população de onças pardas que circulam pela área, uma vez que a contagem visual é feita por meio da identificação dos padrões das rosetas. No caso das onças-pardas, que não têm as pintas, a estimativa só poderia ser feita por meio da colocação de colares GPS nos animais.

No entanto, sabe-se que há indivíduos de idades variadas. O registro da espécie é, inclusive, uma comprovação de que a unidade está em equilíbrio ambiental e que a cadeia alimentar está completa. Por isso, de acordo com a chefe da unidade de preservação ambiental, também não há o que temer com a ocorrência da onça-parda (também conhecida como suçuarana e puma do Cerrado) no Parque Nacional. ;Explicamos aos visitantes que, antes de o ser humano perceber a presença da onça, ela já terá percebido a dele e se afastado. Em caso de avistar alguma onça, basta se afastar;, orienta Juliana Alves.

Desde agosto, a organização não governamental No Extinction (Nex) e o grupo de pesquisadores Brasília é o bicho mantêm as câmeras para fotografar os animais e, assim, entender como são os hábitos de vida deles na área. A proposta do trabalho conjunto é mapear quais e quantos são os ;outros moradores; do território.

Desde que a primeira foto foi postada na página oficial do Parque Nacional, muitas pessoas têm procurado a administração para saber um pouco mais dos hábitos da onça. ;Os visitantes se mostram felizes por descobrir que tem animais no parque e que não se trata apenas de uma massa florestal;, explica Juliana Alves.

Para muitos frequentadores da área, saber da ocorrência da espécie tem sido uma grata surpresa.

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