Brasília-DF

Brasília-DF

Denise Rothenburg deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 02/03/2016 00:00


Esquerda, volver!
Se depender das conversas de bastidores do PT, a presidente Dilma Rousseff pode perder as esperanças de aprovar a CPMF e a reforma da Previdência. Acometidos de TPE ; tensão pré-eleitoral ; deputados e, inclusive, o ex-presidente Lula consideram que ;radicalizar à esquerda é a única saída para o partido; na atual conjuntura, ou seja, promover a velha luta de classes.
Daqui para a frente, o PT vai bater forte nos juros altos e que ninguém se surpreenda se voltar a defender o uso das reservas cambiais para a promoção do mercado interno. Dilma descartou há tempos o uso das reservas, mas o PT, não. Não é à toa que a presidente e seu partido estão cada vez mais distantes.



Magoado
O ex-líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS) considera que foi abandonado pela presidente Dilma. É dela que ele tem mais mágoas.


Irado
Nas conversas reservadas do PT, quem mais critica a presidente Dilma como ;alguém que não ouve ninguém; é o ex-presidente Lula.


República do acarajé
O futuro ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, ligou para o deputado e conterrâneo Lúcio Vieira Lima, da ala oposicionista do PMDB. Tenta, assim, uma aproximação, ou, quem sabe, uma trégua, por parte de um dos mais radicais opositores à presidente Dilma na bancada peemedebista. Se conseguir uma semana de paz, será lucro.


PMDB X PT I
A saída de Francisco Soares da Presidência do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deflagrou uma corrida pelo cargo. O diretor de Avaliação da Educação Básica, Alexandre André dos Santos, ligado ao PMDB de Michel Temer, começou a se movimentar para assumir a vaga.


PMDB X PT II
As chances de Alexandre André são remotas. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, trabalha para colocar ali alguém da academia.



CURTIDAS


Sem rodeios/ O vice-governador de São Paulo, Márcio França (foto), do PSB, diz em alto e bom som numa entrevista local: ;A vitória de João Dória reforça a posição de (Geraldo) Alckmin para presidente da República, que é o nosso projeto;.

E tem mais/ O vice-governador paulista faz ainda um alerta aos militantes tucanos, que vão escolher o candidato a prefeito de São Paulo num segundo turno entre Dória e Andrea Matarazzo: ;O governador tem vários partidos em torno dele, que podem dar 13 minutos mais seis, ou seja, 19 minutos, contra os 14 que o prefeito Fernando Haddad terá na TV;. E termina com aviso: ;Se o candidato a prefeito for alinhado a Alckmin, iremos com ele. Se não, vamos nos dispersar;.

A tarja da PF/ Os petistas não acreditaram que a tarja preta no distintivo da Polícia Federal fosse por causa da morte de um policial. Estavam certos de que se tratava de um protesto contra a escolha de alguém do Ministério Público para o cargo de ministro da Justiça.

E o Eduardo Cunha, hein?/ Foram 54 dias para que o Conselho de Ética encerrasse a discussão sobre o parecer contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha. Seus aliados, entretanto, avisam que até votar será outra novela. Daí o fato de todos hoje voltarem os olhos para o Supremo Tribunal Federal.


Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação