Fla-Flu vai parar no tapetão

Fla-Flu vai parar no tapetão

Fluminense pede ao STJD anulação de clássico. Tribunal suspende resultado do jogo temporariamente

postado em 18/10/2016 00:00
 (foto: Nelson Perez/Fluminense. F.C)
(foto: Nelson Perez/Fluminense. F.C)

O Fluminense recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para pedir a anulação do jogo contra o Flamengo, disputado na quinta-feira da semana passada, pela 30; rodada do Campeonato Brasileiro. O clube carioca alega que houve interferência externa na arbitragem de Sandro Meira Ricci no lance que anulou o gol de Henrique. A decisão do árbitro confirmou a vitória do Flamengo no clássico. No fim da tarde de ontem, segundo informações dos sites UOL e GloboEsporte, o presidente do tribunal, Ronaldo Piacente, determinou que a CBF suspenda o resultado da partida até o fim do julgamento.


O último pedido de anulação de uma partida do Brasileiro chegou ao STJD em setembro de 2015. A Ponte Preta reclamava de dois erros de arbitragem no segundo tempo de uma partida contra o Cruzeiro. O pênalti não marcado em Borges e o gol sofrido em impedimento, porém, não foram suficientes para fazer o tribunal decidir a favor do time de Campinas, derrotado por 2 x 1.


Em julho deste ano, a partida entre São Paulo e Ponte Preta, pela 13; rodada do Brasileirão, quase foi aos tribunais, mas o tricolor, prejudicado pelo árbitro Vinícius Furlan na expulsão de Matheus Reis, aos 7 minutos de jogo, decidiu acatar a derrota.


O caso desta partida é mais próximo do que houve no Fla-Flu da semana passada porque envolve um ;erro de direito; ; ou seja, uma decisão da arbitragem consequência do desconhecimento das regras. O tipo de falha permite anulação. Ontem, ao receber o pedido tricolor de anulação do jogo, o presidente do STJD decidiu dar seguimento ao processo. ;Ainda determinei a intimação da CBF para não homologar a partida até a decisão final do processo;, afirmou Piacente ao UOL.
A polêmica no Fla-Flu começou aos 39 minutos do segundo tempo. O árbitro Sandro Meira Ricci marcou impedimento no gol do zagueiro Henrique no primeiro momento ; o gol decretaria o empate de 2 x 2 na partida. Depois, ele recuou e validou o gol. Por fim, anulou novamente. A discussão do lance causou 13 minutos de paralisação até a decisão final.

;A TV sabe;
As discussões ganharam novo combustível na manhã de domingo, quando a Rede Globo publicou reportagem que comprovaria a interferência externa na atuação de Meira Ricci. Segundo leitura labial, o inspetor da arbitragem Sérgio Santos teria dito ao juiz: ;A TV sabe. A TV sabe que não foi (gol válido);. A decisão foi tomada após uma conversa final entre o árbitro e seus assistentes. ;Para mim, está impedido. Dá o impedimento;, disse o auxiliar Emerson Carvalho.

Figueirense acusa o Palmeiras

O ex-lateral Branco, assessor da presidência do Figueirense, denunciou o Palmeiras por fazer pressão para que o volante Renato Augusto não atuasse pelo alvinegro no domingo, partida que terminou com vitória alviverde por 2 x 1, em Florianópolis, pelo Campeonato Brasileiro. O atleta está emprestado pela equipe paulista e vinha sendo titular.


;Foi pressionado, o que acho uma vergonha, até mesmo porque não há cláusula no contrato. Ele recebeu várias ligações dizendo que não poderia entrar em campo pelo fato de ter vínculo com o Palmeiras até 2019;, afirmou Branco, em entrevista à Rádio Diário, em referência ao gerente de futebol alviverde, Cícero Souza. ;Decidimos que o correto era deixá-lo fora. Esses caras (diretoria do Palmeiras) não são fáceis. É guerra, mas o Figueirense vai estar de olho em todos os jogos. O garoto estava transtornado;, prosseguiu.


As cláusulas contratuais que impediam jogadores emprestados de enfrentar os clubes com os quais tinham contrato eram comuns no futebol brasileiro, mas passaram a ser proibidas a partir de 2015. O regulamento da CBF proíbe qualquer tipo de vínculo neste sentido.

Trio vai à Índia

O trio de arbitragem do Fla-Flu, formado por Sandro Meira Ricci, Emerson Carvalho e Marcelo van Gasse, viaja nesta semana para a Índia e deve passar ao menos 15 dias na Ásia. Os juízes vão trabalhar na Superliga Indiana,
por convite da federação local.

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