Dengue e zika preocupam

Dengue e zika preocupam

postado em 04/12/2016 00:00
 (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Temendo perder completamente o controle da situação com o avanço da dengue e do zika, doenças que registraram recorde de infecções em 2016, a Secretaria de Saúde acompanha semanalmente a evolução dos casos. A dengue nunca infectou tanto na capital federal: são 21.162 notificações. O zika acometeu 174 pessoas, sendo 26 gestantes. A doença avançou 4.250% em um ano. Dois bebês morreram com agravos do mal e um caso continua em investigação. ;Temos que acompanhar essas crianças até os 3 anos. Pode haver casos de microcefalia tardia;, argumenta a gerente de doenças crônicas e agravos transmissíveis da Secretaria de Saúde, Cristiane Resende.

O cronograma de combate ao Aedes aegypti da Secretaria de Saúde conta com 2 mil agentes comunitários de saúde, 546 agentes de vigilância ambiental em saúde, 220 homens das forças armadas, 40 bombeiros, além do reforço de servidores do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e das administrações regionais. Mesmo com o esforço, Antônio Bandeira, do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), é pessimista em relação ao controle. ;Se houver uma redução de casos, nada tem a ver com ação direcionada. O que pode acontecer é que o número de pessoas imunizadas aumente e as vulneráveis diminua, já que chicungunha e zika se contraem apenas uma vez;, completa Antônio.

Este ano, por dia, o DF registrou 63 novos casos de dengue ; média inédita, superando até mesmo as epidemias de 2010 e de 2013. O crescimento da doença chega a atingir 978% ante o ano passado, como em Brazlândia, que saltou de 180 casos para 1.942. Para Pedro Tauil, do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Brasília (UnB), os números deixam um legado. ;Essas são doenças que carecem de aprimoramento de diagnóstico, tratamento e prevenção. Precisamos investir na possibilidade de vacina. O tratamento atual é muito difícil, com uso de antivirais, drogas que não temos muitas para usar;, avalia o especialista em controle de doenças e epidemiologia.




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