Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 11/12/2016 00:00
Justiça
O ministro Marco Aurélio Mello ressaltou, no seu voto pelo afastamento de Renan Calheiros da Presidência do Senado, que não foi chamado de ;juizeco;. Melhor assim. A ilusão faz parte da vida. Mas nas entrelinhas e no comportamento do senador, a expressão estava lá (se bem que escondida), porém explícita nas atitudes. Uma pesquisa de opinião, se realizada após o episódio, mostraria que a maioria dos brasileiros ; exceto os corruptos compulsivos, como os que habitam o mundo político ; condenaria o desfecho do julgamento de quarta-feira. Na verdade, foi mais uma manobra para acomodar as forças que tradicionalmente conspiram contra os interesses da sociedade.
Renato Assunção,
Asa Norte

Previdência
O projeto de reforma da Previdência é a maneira mais cruel que o governo encontrou de acabar com o benefício para os trabalhadores. Estarão mortos antes de conseguir cumprir o prazo de 49 anos de contribuição. Como exigir isso de operários que trabalham na construção civil? Um piloto de aeronave poderá exercer por tantos anos a profissão? Um cirurgião terá equilíbrio nas mãos aos 70 anos ou mais para o exercício da atividade? O mesmo questionamento vale para outras categorias que exigem plena saúde e qualidade de vida de primeiro mundo. Estamos longe de chegar às margens de uma nação que assegura vida digna à população. Mas as imposições do Executivo têm tudo a ver com um Estado de corrupção.
Verônica Mendes,
Park Way

; É muito clara a estratégia do governo com o seu discurso de que há rombos aqui e acolá para justificar a pressão sobre o bolso dos trabalhadores. Há rombos porque os desvios são muitos, a ponto de provavelmente faltar dinheiro que sacie a ganância desmedida dos políticos. Então, aumentam-se impostos, elevam-se contribuições e taxas, criam-se obstáculos ao acesso a benefícios sociais, entre outras medidas. Em resumo, oprime-se a sociedade para que sobre mais para os poderosos. Para garantir proteção à desigualdade, nada muda para os militares.
Emiliano Gonzaga Lopez,
Lago Norte
; O controvertido projeto de reforma da Previdência caminha numa só direção: arrochar o trabalhador. Não há medidas para desbaratar as causas desse rombo. Dizer que tem mais gente aposentada do que trabalhando é justificativa vergonhosa. Antes desse pacote de crueldade, a Previdência deveria passar por uma rigorosa auditoria, não por profissionais submissos ao governo, mas por técnicos independentes (se possível do exterior). Aí sim saberíamos o que motiva a Previdência ser tão deficitária como informa o governo (e eu não acredito nele) a ponto de ser tão urgente a aprovação da reforma que oprime e massacra quem chega à terceira idade, exceto algumas categorias protegidas pelo regime de desigualdades.
Olívia Gonzalez,
Sudoeste

; Se é para fazer uma reforma, tinha que valer para todos os trabalhadores. Deixar militares fora é uma tremenda safadeza com os outros. Muito mais desgastante é a profissão de professor e foi incluída pela governo na nova lei. Vai ter muito professor desistindo da profissão ou indo trabalhar de bengala na mão. Este governo é uma piada e não pensa no povo. Não sabemos que rumo ele tomará.
Washington Luiz S Costa,
Samambaia

Corrupção
O petismo está visceralmente ligado à corrupção. Quem poderia imaginar que o partido que cresceu dizendo ;não roubamos, nem deixamos roubar; tivesse a maioria da sua cúpula na cadeia. Um governo caiu por ficar entrelaçado nas teias dos desvios de dinheiro público. Agora, um expoente da legenda sai em defesa de um réu por corrupção e vira uma institução suprapartidária. PT, nunca mais.
Afonso Augusto Lopes,
Asa Norte

; Certamente. os ministros do STF estão sendo manipulados: Eduardo Cunha numa decisão inédita e inexplicável juridicamente, sem qualquer acusação de peculato, foi afastado intempestivamente da Presidência da Câmara. Já o peculatário reincidente Renan deita e rola na Presidência do Senado interferindo nas investigações sobre os seus malfeitos.
Cauby Pinheiro Junior,
Águas Claras

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