Meirelles vê PIB forte no fim do ano que vem

Meirelles vê PIB forte no fim do ano que vem

Em debate promovido pelo Correio, ministro da Fazenda afirma que país está em fase de superação da crise e espera expansão econômica intensa a partir do quarto trimestre de 2017, com variação que pode chegar a 2,8% na comparação com o período atual

» ROSANA HESSEL
postado em 15/12/2016 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a economia dará sinais de forte crescimento no fim de 2017 e que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro voltará a ter uma expansão mais acelerada a partir de 2018. ;Estamos em um processo de superação desta crise. As previsões já são unânimes de que o país vai crescer no próximo ano, principalmente, quando medirmos trimestre com trimestre. E é o que interessa de fato;, disse ele durante o seminário Correio Debate ; Desafios para 2017 ontem, na sede do Correio Braziliense. ;A nossa previsão é que sairemos do próximo ano crescendo e, certamente, entrando em 2018 com uma trajetória de crescimento muito forte, apesar de estarmos enfrentando a maior recessão da história;, garantiu ele, que prevê alta de 2,8% nos últimos três meses de 2017 em relação ao mesmo período deste ano.

Meirelles sinalizou que, na economia, o cronograma está andando dentro do planejado, apesar da crise política ;O programa de ajuste segue normalmente, sem interrupções e sem soluços, forte, e temos certeza de que será bem-sucedido;, disse. O ministro destacou que o principal objetivo do governo para 2017 é a recuperação da economia e a consolidação do ajuste fiscal, que ;estabelecerá as bases para o avanço da economia nos anos seguintes;. ;Esperamos que o crescimento aumente gradualmente nos próximos anos. Hoje, a capacidade de o Brasil crescer, que é a previsão para 2018, é ao redor de 2,5% ao ano, mas poderá chegar até 4% nos anos seguintes, em virtude de todas as reformas que estão sendo feitas agora;, assegurou.

Meirelles fez questão de destacar que a recessão profunda que o Brasil está enfrentando, com alto índice de desemprego, é resultado de uma crise econômica que ;foi herdada; do governo anterior, mas que os sinais de retomada começam a aparecer. ;Estamos já em processo de crescimento em 2017, quando terminaremos o ano com um produto substancialmente superior ao do final deste ano;, destacou.

Ele lembrou que o ajuste fiscal está em curso para essa retomada e reiterou que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos à inflação por 20 anos, a PEC do Teto, que será promulgada hoje pelo Congresso Nacional, é uma ;vitória extraordinária;. ;É a primeira vez em 28 anos que se limita constitucionalmente o crescimento do gasto público no Brasil, e isso vai gerar resultados que vão ser positivos por décadas;.

O evento foi aberto pelo vice-presidente executivo do Correio, Evaristo de Oliveira. Ele afirmou que é preciso reconhecer as conquistas significativas no processo de recuperação do país como a PEC do Teto. ;É a primeira vez que se escreve na constituição algo com força para disciplinar os gastos da União;, ressaltou ele, lembrando que a desordem fiscal leva o país a ter ;uma das maiores cargas tributárias do mundo;. O mediador do debate foi o editor executivo do Correio, Vicente Nunes.

Além de Meirelles, o seminário teve a participação do secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, de economistas e de representantes de entidades do setor produtivo.

Meirelles elogiou a iniciativa do Correio e sugeriu um novo evento no fim de 2017 para comprovar as previsões que ele fez. ;Vamos estar vivendo um ambiente completamente diferente, com fisionomia mais sorridente, o que é normal num momento em que as coisas passam para melhor;, afirmou. Ele lembrou que, no alfabeto chinês, o ideograma para crise é o mesmo de oportunidade. ;Isso pode ser uma inspiração para nós brasileiros;, disse.

O ministro reconheceu que é difícil investir no país e, agora que a PEC do Teto foi aprovada, o governo prepara medidas para facilitar os negócios ; uma parte delas será anunciada hoje. ;O Brasil precisa facilitar a vida dos brasileiros para que todos possam produzir, na hora de pagar imposto, na hora de emitir nota fiscal... Tudo isso estamos trabalhando;, afirmou. Ele adiantou que o governo vai anunciar uma alternativa ao Refis para as empresas, permitindo abatimento de dívidas com a Receita Federal com prejuízos, mas não deu muitos detalhes.

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