Eixo Capital

Eixo Capital

postado em 30/04/2017 00:00
 (foto: Daniel Alves/CB/D.A Press - 16/3/17)
(foto: Daniel Alves/CB/D.A Press - 16/3/17)

Sem retaguarda
A Operação Heméra, deflagrada pelo Ministério Público do DF na última quinta-feira, deixou a deputada Sandra Faraj (SD) em uma situação complicada na Câmara Legislativa. Investigada por corrupção, a distrital ainda não responde a uma denúncia, como os colegas que se tornaram réus na Operação Drácon. Mas está bem mais na berlinda. Motivo: o descumprimento de acordos vale muito no ;código de conduta; dos políticos. Na eleição da Presidência da Casa, Sandra traiu o grupo liderado por Agaciel Maia (PR) para conseguir um lugar na mesa diretora da Casa, a primeira secretaria, o que deu a vitória a Joe Valle (PDT). Em seguida, a distrital virou as costas para o acordo que garantiria o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para Celina Leão (PPS). Ficou mal com os dois lados e sem retaguarda para evitar uma possível cassação, caso as denúncias se agravem.

Capítulos repetidos
Manoel Carneiro, uma das principais testemunhas contra a deputada Sandra Faraj (SD), parece repetir capítulos de sua história. Ex-chefe de gabinete da distrital, ele criou a crise que desestabilizou o mandato dela. O mesmo aconteceu há mais de 10 anos, quando deixou de ser o braço direito da então deputada Eurides Brito (PMDB) para denunciar supostos esquemas na Secretaria de Educação que teriam sido patrocinados por ela.

Juntos em campanha contra o foro especial
O deputado Chico Leite (Rede) foi um dos precursores no Distrito Federal da campanha pelo fim do foro especial para crimes comuns cometidos por autoridades públicas. Na semana passada, depois da votação da proposta em primeiro turno, ele se reuniu com o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), um dos defensores da matéria, no Senado. Os dois vão usar essa bandeira nas campanhas do partido em 2018.

Com Temer
Na discussão sobre as reformas no Congresso, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) deu sinais de que está ao lado do presidente Michel Temer. Trabalhou para evitar uma posição fechada de seu partido, o PSB, contra a aprovação dos projetos e deu declarações em que defendeu a necessidade de aprovar medidas para conter gastos e acelerar a economia. Com problemas de caixa, ele acredita na necessidade de reformas. Mas essa posição o coloca ainda mais em crise com o funcionalismo público do DF. O apoio ao presidente da República tem outro motivo: a capital do país depende da boa vontade do governo federal para liberação de recursos.

Contra a lei de abuso de autoridade
A consulta pública do site do Senado sobre o projeto que criminaliza casos de abuso de autoridade terminou assim: 277.511 disseram não e 4.672, sim. Dá uma proporção de 98,3% contrários.

Golpe a favor de criminosos
Todo inquérito pode começar com uma suspeita que não se comprova, do crime contra a vida à corrupção. Mas, se o projeto que pune casos de abuso de autoridade, aprovado no Senado, virar lei, policiais e membros do Ministério Público podem ser condenados a até quatro anos de reclusão se abrirem uma investigação em que, no final, o alvo for considerado inocente. É o que prevê o artigo 30 do substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR). Especialistas em combate à criminalidade avaliam que esse é o verdadeiro golpe que pode atingir não apenas a Lava-Jato, como também impedir a apuração de casos complexos praticados por bandidos perigosos.

Enquanto isso...
Na sala de Justiça

O deputado Laerte Bessa (PR-DF) considerou um ;recorde brasileiro; o julgamento da ação por danos morais movida pelo governador Rodrigo Rollemberg contra ele pelos discursos em que o chamou de ;maconheiro;, ;bandido; e outras coisas mais. A ação foi protocolada em 24 de novembro de 2016 e a sentença saiu exatamente cinco meses depois, na última segunda-feira. Talvez tenha pesado o fato de Bessa não ter negado o que disse. ;Quero parabenizar a Justiça pela celeridade na decisão do processo;, disse ao Correio. Bessa terá de pagar uma indenização de R$ 30 mil a Rollemberg, se não conseguir reverter a sentença em
segundo grau.

Por onde anda?

Muita gente no meio político avalia que pode, sim, surgir um outsider no Distrito Federal, com cara de empreendedor e ético, para concorrer nas próximas eleições ao Palácio do Buriti. Mas, a um ano e dois meses do início da campanha, se essa figura vai aparecer, já deveria estar marcando presença para conquistar o eleitorado. Todas as pesquisas usadas para análise de estratégia indicam que há muito espaço para uma novidade.

Mandou bem
Os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e José Antônio Reguffe (Sem partido-DF) votaram contra o projeto que cria punições para casos de abuso de autoridade aprovado no Senado, por considerarem que o texto final ainda traz prejuízos ao trabalho de combate à corrupção.

Mandou mal
Pelo menos seis ex-administradores regionais, indicados por deputados distritais, são suspeitos de superfaturar cachês de eventos culturais e não prestar contas devidamente dos contratos com serviços públicos, o que levou o Ministério Público do DF a propor 16 ações de improbidade apenas neste ano.

A pergunta que não quer calar;.
Neste 1; de maio,
o trabalhador deve
comemorar ou protestar?


SoPaps


;Não vou aprovar emenda nenhuma do PSDB. Vão à puta que pariu! Que votem contra e no dia seguinte o Moro prende todos eles se o projeto não for aprovado;

Senador Roberto Requião (PMDB/PR), relator do projeto que criminaliza casos de abuso de autoridade, antes de acatar emendas que alteraram o texto final

;Considero um equívoco grave aprovar esse projeto de abuso de autoridade, mesmo que as emendas tenham melhorado o texto. Nego-me a votar um projeto em benefício próprio. Quero me defender na Justiça e não impedindo a Justiça;

Senador Cristovam Buarque (PPS-DF),
um dos 19 votos contrários ao projeto que ainda sofre contestações


"Me respondam, petralhas: retiraram o 13;? As férias? O FGTS? O salário mínimo? O seguro-desemprego? Qual direito afinal foi retirado? O que vai ficar ao final desse dia é a imagem dos sindicalistas espancando pessoas e a raiva de pessoas que foram impedidas de se locomover;
Presidente do PTB, Roberto Jefferson, sobre a reforma trabalhista aprovada
na Câmara dos Deputados


;Você vai permitir que um governo, sem votos, ilegítimo, rejeitado por 87% da população, consiga aprovar, a toque de caixa, num Congresso cheio de corruptos uma reforma da Previdência e uma reforma trabalhista que destroem conquistas de décadas d

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