Professor de jogos digitais

Professor de jogos digitais

postado em 01/06/2017 00:00
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


O mercado de videogames do Distrito Federal é 100% independente e conta com pequenas empresas e alguns produtores solitários. Os programadores fazem eventos como o Bring para se reunirem, trocarem experiências e avaliarem os jogos em produção. De acordo com o professor do curso de jogos digitais do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) Felipe Ferreira Costa, que leciona na área há sete anos, a maioria dos jogos produzidos na capital são feitos por estudantes, mas nada impede que curiosos criem os próprios títulos, inclusive com qualidade semelhante à de consoles clássicos, como o Mega Drive, por exemplo. Tutoriais disponíveis no Youtube dão uma série de dicas para quem quer se divertir criando.

;O nosso objetivo, no curso, é fomentar a indústria local. Temos oficinas que trazem suporte ao empreendedorismo. A maioria das empresas é formada por grupos de estudantes que visam entrar no mercado de entretenimento. Nosso mercado está bem no início, mas vem se consolidando, tanto na parte gráfica quanto em qualidade de jogos e contratos internacionais. A Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) também ajuda a fomentar o mercado, inclusive ajudando desenvolvedores a expor os jogos produzidos no DF lá fora;, relata Felipe Ferreira, que também tem uma empresa, a Bad Minions, e negocia com a Microsoft para lançar, em PlayStation e XBox One, o jogo Alquimia.

Para o presidente da Abragames, Fernando Chamis, Brasília é um polo de produção de games com o mesmo peso de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). ;Não tanto pelo número de empresas, mas pela qualidade do que está sendo produzido no Distrito Federal. A região tem empresas com o mesmo grau de importância que grupos cariocas e paulistas;, afirma.

Outro ponto importante sobre o lançamento do jogo brasiliense, segundo o presidente da Abragames, é que, com o retorno positivo dos jogadores, mais pessoas estão se interessando pelo título. ;Não adianta você lançar o jogo nos consoles e ninguém comprar, ou pouca gente ficar sabendo. O importante é a representatividade, a boa imagem do jogo. O Chroma Squad conseguiu isso. Ele acabou de ser lançado, mas tem um potencial muito bom e muitos reviews bons, muita gente falando bem do jogo;, elogia. Fernando Chamis não apresenta um número detalhado do Distrito Federal, mas estima que o país tenha cerca de 150 empresas de indie games em funcionamento.





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