E a corrida aos votos já começou

E a corrida aos votos já começou

Em entrevista ao programa CB.Poder, o deputado federal falou da briga na legenda e criticou o governo de Rodrigo Rollemberg

postado em 31/08/2017 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)


O deputado federal Izalci Lucas já fala como candidato ao governo do Distrito Federal. A confiança dele vem da aproximação de nomes de peso dentro do PSDB, como Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e João Doria. Em entrevista ao programa CB.Poder, parceria do Correio Braziliense e da TV Brasília, o tucano falou sobre as brigas que tomaram conta da legenda nas últimas semanas, da relação com o presidente Michel Temer e, como não podia deixar de ser, do governador Rodrigo Rollemberg. ;O Rollemberg não tem o perfil de gerenciar, de gestão;, dispara, em uma das respostas. E afirma que o chefe do Executivo não se relaciona com a bancada do DF no Congresso Nacional.

Como esse racha tem prejudicado o PSDB e a organização para as eleições de 2018?
O racha está muito mais na mídia do que no partido. A gente tem discutido muito, evidente. Isso é natural, principalmente em véspera de eleição. Mas, na última reunião, as coisas foram pacificadas, sem nenhuma dificuldade. A palavra hoje é unidade. O fato de ter divergência é natural, mas vamos caminhar juntos. Não é essa discussão de Doria e Alckmin. O candidato, hoje, é Geraldo Alckmin. O Doria vai apoiá-lo.

No caso do DF, é o senhor o candidato do PSDB?
Eu estou fazendo o projeto desde 2012. O PSDB já deveria ter colocado a capital de todos os brasileiros como uma meta principal. Nós não estaríamos nessa situação se tivéssemos sido governados pelo PSDB todos esses anos.

Uma pesquisa encomendada pelo Correio Braziliense indicou que 91% das pessoas entrevistadas ainda não sabem em quem votar. Como o senhor vê esse cenário?
Eu vejo isso com naturalidade. As pesquisam sempre foram assim: 80% das pessoas ainda não definiram quem serão seus candidatos, só vão pensar nisso na época das eleições. O Doria, por exemplo, foi uma revelação que não tinha chance nenhuma, estava com 3 % no início, mas, graças ao apoio do Alckmin, foi eleito. Não acredito que virá alguém de paraquedas, não tem mais salvador da pátria.

Como está a relação com Rodrigo Rollemberg?
Hoje, está muito clara: nós somos oposição ao Rollemberg. Por mais que a gente tenha apoiado no segundo turno, inclusive contra minha vontade. Mas eu já sabia, o Rollemberg não tem o perfil de gerenciar, de gestão, e ele não tinha a proposta concreta.

Falta efetividade em relação à pressão para conseguir as coisas para o DF?
Sim, falta conhecer os convênios, o sistema, ver que tipo de colaboração que pode ser feita.

E a bancada do DF na Câmara não poderia fazer essa ponte?
Sim, mas o Rodrigo desprezou completamente os deputados e senadores. Ele não se relaciona com a bancada, por incrível que pareça. A gente coloca emendas e ele não consegue executar.


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