Mariana Niederauer

Mariana Niederauer

Mariana Niederauer/mariananiederauer.df@dabr.com.br (Interina) com Ana Viriato e Bruno Lima (especial para o Correio)
postado em 19/01/2018 00:00

Deputados do DF contra a Reforma da Previdência

Seis dos oito deputados federais pelo DF pretendem votar contra a reforma da Previdência quando o assunto entrar na pauta do plenário, daqui a um mês ; data marcada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Augusto Carvalho (SD), Érika Kokay (PT), Roney Nemer (PP), Rogério Rosso (PSD), Alberto Fraga (DEM) e Laerte Bessa (PR) votariam contra se a decisão precisasse ser tomada hoje. Os deputados analisam os possíveis desgastes que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) poderiam causar a sete meses das eleições. Além da opinião pública, pesa a possibilidade de abastecer o discurso de adversários políticos. ;O governo não pode votar essa reforma sem ter os 308 votos. Se colocar em pauta e perder, nós vamos ressuscitar o PT;, avalia o deputado federal Alberto Fraga (DEM).



Em cima do muro

Apenas Izalci Lucas (PSDB) ainda não bateu o martelo sobre como deverá votar. Apesar de o partido ser favorável às mudanças, o tucano afirmou que muitos pontos do texto não são unanimidade dentro da sigla e que a votação está sujeita a mudanças no projeto original. ;O PSDB é favorável à reforma da Previdência. Mas não vamos votar de qualquer jeito, qualquer texto. Por isso, não posso dizer se sou contra ou a favor de nada. Eu não conheço o texto;, argumenta.



À espera do debate

Ronaldo Fonseca (Pros) foi contrário à primeira proposta e disse que manterá o posicionamento se a PEC não for alterada. ;Na primeira proposta, eu me posicionei contra. Não conheço totalmente a atual, porque ainda não foi discutida. Se ela prejudicar o servidor, como a anterior, serei contra;, avisou.









Divergências internas no PSDB

A falta de consenso dentro do PSDB no DF em relação às eleições de outubro pode terminar na expulsão de alguns caciques do partido. O presidente da legenda na capital federal, deputado federal Izalci Lucas, determinou que os tucanos com cargos no governo abrissem mão das funções ou pedissem licença da sigla até ontem, o que não aconteceu. Agora, terão de enfrentar um processo no Conselho de Ética da sigla, que terá até 90 dias para analisar a situação. Entre os alvos estão a ex-governadora e fundadora da regional do PSDB Maria de Lourdes Abadia, que ocupa a chefia da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos do GDF; Virgílio Neto, subsecretário de Políticas Estratégicas da pasta; e Horácio Lessa, chefe da Assessoria de Gestão Estratégica e Projetos do gabinete da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh).


;Só estou no governo porque tive autorização;

Número 1 do PSDB-DF, Abadia afirmou que ;não está disposta a sair do governo ou pedir licença do partido;. A tucana de alta plumagem lembrou que tem anuência do presidente da Executiva Nacional da legenda para estar à frente da secretaria na gestão de Rollemberg. ;Todos têm visto o interesse de Alckmin em manter conversas com o Rodrigo. Só estou no governo porque tive autorização. Não sei de onde Izalci acha que tirou o poder para ignorar isso. Não tenho o que fazer, a não ser esperar a expulsão;, argumentou. A ex-governadora ainda cutucou o adversário: ;Não entendo por que Izalci tem sido tão rigoroso. Na campanha de 2014, o diretório determinou a candidatura de Pitiman e ele apoiou Arruda. Ninguém fez nada sobre isso;.



Maranhense na disputa pelo Buriti

O PMB (Partido da Mulher Brasileira) lança, hoje, a pré-candidatura de José Goudim Carneiro ao Governo do DF. O maranhense de São Domingos tem 61 anos e é proprietário de um restaurante no Sol Nascente, em Ceilândia, onde mora. Em 2014, concorreu a uma vaga na Câmara Legislativa pelo PPL (Partido Pátria Livre) e ficou em 64;, com 6.139 votos. A filiação e a oficialização da candidatura ocorrem às 19h, no Rotary Clube de Ceilândia.





;Factoide;

Para a ex-secretária de Saúde do DF, José Maria Maninha (Psol), a transformação do Hospital de Base em instituto ;mostra a incompetência gerencial do governo;. ;É um factoide;, critica. Na avaliação dela, a característica do atendimento na unidade de saúde não permite esse tipo de mudança e compromete a articulação com o resto da rede. A possibilidade de contratação de profissionais celetistas ou por jornada de trabalho, no lugar de médicos ;altamente especializados;, pode levar à perda do compromisso com o trabalho, completa.




Nova no páreo
A professora da Universidade de Brasília (UnB) Maria Fátima de Sousa é pré-candidata ao Buriti pelo Psol. Maninha, que concorrerá a deputada federal para ajudar o partido a superar a cláusula de barreira e a garantir financiamento e tempo de televisão, acredita que Maria Fátima representará ;a novidade de que o DF precisa;. ;Ela vai dar trabalho!”, diz. A professora foi cotada para concorrer à Reitoria da universidade em 2016, mas não chegou a disputar o pleito.




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