Rara Superlua

Rara Superlua

postado em 01/02/2018 00:00
 (foto: Norway Out/AFP)
(foto: Norway Out/AFP)


O encontro raro de três fenômenos astronômicos fez com que boa parte do planeta voltasse os olhos para o céu. Quem estava na América do Norte, na Rússia, na Ásia e no Oceano Pacífico pôde admirar a Superlua azul de sangue. Sem luz solar ou com excesso de nebulosidade, a maior parte da Europa, da África e da América do Sul não pôde ver o espetáculo natural.

O eclipse começou às 9h45, horário de Brasília. No Observatório Griffith, em Los Angeles, eram 3h30, e havia mais de 2 mil pessoas vendo a Lua desaparecer, privada dos raios do Sol, e reaparecer tingida de vermelho. A tonalidade do satélite, que não produz luz própria, resulta dos raios do Sol que atravessaram a atmosfera terrestre e foram refletidos, com exceção dos vermelhos.

O fenômeno é chamado de super porque o astro estava muito próximo da Terra ; o eclipse ocorreu 27 horas após a Lua ter atingido o ponto orbital mais próximo do nosso planeta. Por isso, o satélite apareceu um pouco maior do que o habitual ; cerca de 7% em relação a uma Lua média, segundo o Observatório de Paris.

Também é chamado de azul pela raridade. É a segunda Lua cheia em um mês, o que, geralmente, acontece a cada dois anos e meio. A mais recente Superlua azul de sangue ocorreu em 30 de dezembro de 1982 e foi visível na Europa, na África e na Ásia Ocidental. A próxima está prevista para 31 de janeiro de 2037.

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