Musicais de estrelas

Musicais de estrelas

Alexandre de Paula Especial para o Correio
postado em 30/03/2018 00:00
 (foto: Infinito Comunicação/Divulgação)
(foto: Infinito Comunicação/Divulgação)


A vida de Billie Holiday parecia coisa de ficção. Cheia de reviravoltas, paixões, doenças, racismo, a trajetória da cantora gerou livros, HQs, peças teatrais e outras tantas obras. Em cartaz no Teatro dos Bancários, o musical Billie Holiday, a canção é uma delas.

Dirigida por Raimundo Venâncio, a peça faz um passeio pelos dramas e alegrias da vida da diva do jazz americano a partir do retrato dos últimos 45 dias de vida da cantora e de flashbacks. ;A peça fala disso, desses últimos momentos, mas o tempo todo ela está retratando a vida de Billie. E tem o flashback musical;, conta o diretor.

A cantora americana é interpretada pela atriz Tânia Maria. Para encarnar a personagem, a atriz passou por uma preparação de 1 ano e 4 meses. ;Ela teve que mudar o timbre de voz porque o timbre da Tânia é muito agudo, foi preciso trabalhar mais o grave;, conta Raimundo. ;Ela também já tinha noção de inglês, mas teve que fazer seis meses de especialização pela questão da pronúncia e das características da fala da Billie;, completa.


SERVIÇO

Billie Holiday, a canção
Teatro dos Bancários (314/315 Sul). Hoje, amanhã e domingo, às 21h. Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos.


Duas perguntas - Raimundo Venâncio

Na história de Billie Holiday, há temas pungentes e atuais como o racismo. De que forma eles são retratados no espetáculo?

Os temas pungentes são tratados, sim. O racismo, a violência contra a mulher, a exploração da pobreza, o estupro, o machismo. Eles são retratados, estão colocados no texto e são ditos explicitamente, inclusive.

A peça já passou por várias cidades. Como ela vai se modificando ao longo das apresentações? O contato e a resposta do público influenciam na produção?
Ela é uma peça realista, totalmente fechada, não se quebra a quarta parede, porque a peça é o drama muito íntimo de Billie. Porque mesmo ela tratando de todos esses temas, a dor de Billie, o sofrimento de Billie é muito único, embora a gente saiba que encontra uma Billie em toda esquina a que vai. Mas esse sofrimento, tudo isso que Billie passou, é muito dela. Então a gente não modifica, é sempre um espetáculo igual em todo lugar.

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