Em Pequim, bronze ficou com o Brasil

Em Pequim, bronze ficou com o Brasil

postado em 05/07/2018 00:00
 (foto: Jewel Samad/AFP - 2/7/18
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(foto: Jewel Samad/AFP - 2/7/18 )


Moscou ; Antes de formarem a legião de craques que enfrenta o Brasil amanhã, em Kazan, os ;demônios; atuavam separados em diferentes gerações. Aos poucos, o sucesso em competições continentais, mundiais, de base e até o quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, contra o Brasil de Marcelo e Thiago Silva, foi juntando-os em castas na seleção principal. O difícil é fazê-los jogar em grupo. Nos últimos 10 anos, seis técnicos diferentes tentaram.

Eden Hazard, por exemplo, surgiu na Eurocopa Sub-17 de 2007. Levou a seleção às semifinais contra a Espanha, mas perdeu nos pênaltis por 7 x 6, após empate por 1 x 1 no tempo normal. Até então, inofensiva nas competições de base, a Bélgica começava a incomodar. Em 2015 e em 2018, chegou novamente entre os quatro e terminou o Mundial Sub-20 de 2015 em terceiro lugar, numa prova de que o projeto do secretário dos Diabos, Michel Sablon, apelidado na Bélgica de ;mente brilhante;, é sustentável e pode gerar uma seleção melhor a curto prazo.

Também em 2007, Witsel, Vermaelen e Vertonghen chegaram às semifinais da Eurocopa Sub-21. A Sérvia atrapalhou os planos do título nas semifinais, na vizinha Holanda. Dois anos depois, nomes como o goleiro Mignolet e Nainggolan, que não está na Copa da Rússia por opção do técnico Roberto Martínez, brindaram o país com a conquista do importante Challenger Sub-21, ao derrotarem uma forte Inglaterra na decisão.

Disputa do bronze
Os Diabos também aprontaram nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Juntos, Kompany, Vermaelen, Fellaini, Vertonghen e Dembelé ; vice-artilheiro, com três gols ; decidiram o bronze com o Brasil, de Marcelo e Thiago Silva, únicos remanescentes daquele jogo entre os 23 convocados por Tite. Comandada na época por Dunga, a Seleção goleou a Bélgica por 3 x 0, na China, e faturou a medalha.

A fusão das diferentes gerações que formam o timaço atual não é fácil. Nos últimos 10 anos, ou seja, desde o surgimento de Hazard na Euro-Sub 17, a Bélgica teve seis técnicos diferentes. Nomes badalados, como o holandês Dick Advocaat, desistiram da missão por considerar que cada um joga por si. Ídolo do país, Marc Wilmots assumiu com o discurso de que o elenco precisava aprender a trabalhar em conjunto. É o que o espanhol Roberto Martínez vem tentando aqui na Rússia. (MPL)



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Número de técnicos da Bélgica nos últimos 10 anos: René Vandereycken, Franky Vercauteten, Dick Advocaat, Georges Leekens, Marc Wilmots e Roberto Martínez






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