Enfim, o mundo do futebol vai girar

Enfim, o mundo do futebol vai girar

A decisão entre Croácia e França não é só uma alteração coletiva no planeta da bola. A presença de Modric e Mbappé também significa uma mudança no eixo individual: pode ser o fim da dinastia Cristiano Ronaldo e Messi

Marcos Paulo Lima Paulo Galvão Renan Damasceno Enviados especiais
postado em 15/07/2018 00:00
 (foto: Odd Andersen/AFP)
(foto: Odd Andersen/AFP)
Moscou ; Além de consagrar a França bicampeã mundial ou a Croácia com um troféu pela primeira vez, a final da Copa do Mundo, hoje, em Moscou, pode marcar o início de uma nova ordem mundial no futebol, coletiva e individualmente. Dois camisas 10, craques de seus times e com 13 anos de diferença, Luka Modric e Kylian Mbappé darão grande passo na briga para o craque da Copa em caso de título. Consequentemente, se credenciam ao título de melhor do mundo pela Fifa, quebrando a sequência de uma década de Messi e Cristiano Ronaldo. O prêmio será entregue em setembro, em Londres.

;Não me preocupa ser o melhor do mundo;, garantiu Modric, de 32 anos, maestro incansável do meio de campo croata. ;Estou focado no sucesso da seleção. É muito bom ser mencionado, é um prazer, mas realmente não me preocupo com isso. Prêmios individuais não são prioridade;, completou o jogador, em entrevista coletiva, no Estádio Luzhniki, em Moscou, palco da final contra a França.

Modric não se preocupa em ser o melhor, mas o desempenho em campo fala por si. Ninguém correu mais do que o jogador do Real Madrid nesta Copa do Mundo. Em seis jogos, percorreu nada menos que 63 quilômetros em 604 minutos. Nesta fase final, desde 1; julho, esteve em campo 127min40s na vitória sobre a Dinamarca, 131 minutos contra a Rússia e foi substituído nos últimos instantes do triunfo heroico sobre a Inglaterra, na semifinal.

Além disso, mesmo se lançando menos à frente do que costuma no Real Madrid, o croata marcou dois gols e deu a assistência para um dos 12 gols que garantiram a Croácia na primeira decisão de sua história, depois de bater na trave em 1998, perdendo justamente para a França na semifinal.

Juventude
Se Modric caminha para o que pode ser seu último Mundial, Mbappé tem longo caminho pela frente. Não há dúvidas de que o atacante, mesmo que a França perca a decisão de hoje, sairá da Copa do Mundo maior do que chegou. Aos 19 anos, o atacante marcou três gols, dividindo a artilharia do time francês com Griezmann. Chama a atenção, além da velocidade que é sua maior característica, o aproveitamento diante do gol: para balançar as redes três vezes, o camisa 10 chutou apenas seis vezes ; a título de comparação, o centroavante Olivier Giroud, que vem sendo muito criticado, tentou 16 vezes e ainda não marcou neste Mundial.

Além de se tornar um dos mais jovens campeões da história, Mbappé vai em busca de outras duas conquistas pessoais. Dificilmente não ficará com o troféu de melhor jogador jovem da Copa ; repetindo feito de Pogba, quatro anos atrás. A outra será no retorno ao Paris Saint-Germain. Se chegar ao clube com o título mundial e o prêmio de melhor jogador da Copa, dividirá o protagonismo no clube com Neymar, a mais cara contratação do futebol mundial. Um troféu hoje para Mbappé mudaria a balança dos astros do futebol.




Luka Modric
32 anos
Armador
Real Madrid
6 jogos
604 minutos
63km percorridos
2 gols
1 assistência
10 chutes
4 chutes certos
9 faltas sofridas
10 faltas cometidas
443 passes
368 passes certos





Kylian bappé
19 anos
Atacante
PSG
6 jogos
444 minutos
43,2km percorridos
3 gols
0 assistência
6 chutes
5 chutes certos
13 faltas sofridas
1 falta cometida
146 passes
110 passes certos


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