Rede de proteção

Rede de proteção

postado em 08/08/2018 00:00
Existem ao menos nove projetos de proteção à mulher em Brasília. Mas, desde 13 de abril, a Casa da Mulher Brasileira está interditada pela Defesa Civil que constatou problemas estruturais no muro de contenção do espaço. O local concentrava os principais serviços, como consultas psicológicas, de assistência social, acolhimento jurídico, consulta de saúde e dúvidas sobre segurança pública. Os acolhimentos antes feitos no endereço foram redistribuídos.

A previsão é que até 6 de setembro a obra seja finalizada. O investimento para a construção da Casa da Mulher Brasileira é de R$ 9 milhões. Apesar da interdição do espaço, a secretária adjunta de Políticas Públicas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joana Mello, garante que o público feminino não deixou de receber atendimento. ;A Delegacia Especializada tinha um núcleo na Casa da Mulher Brasileira, por exemplo, mas continua atendendo, assim como o Juizado Especial de Violência Doméstica, a Defensoria Pública;, ressalta

Segundo Joana, há 400 instituições públicas e privadas no acolhimento de mulheres. Ela observa que rodas de conversa, palestras e oficinas de conscientização capacitam mulheres e promovem a difusão do conhecimento. ;Durante muito tempo elas ficaram caladas, submissas e dificilmente conseguiam identificar a situação de violência. Hoje, por meio das diversas ações e equipamentos, passaram a fazer essa reflexão, procurar seus direitos e conhecer os temas e saber exatamente a quem recorrer;, destaca.

A Secretaria de Segurança Pública do DF tem cinco projetos para atender a mulheres vítimas de violência. Um deles é a Viva Flor, que atende até 100 mulheres com medidas protetivas expedidas pela Justiça. Elas recebem um dispositivo que, em caso de ameaça, é acionado e envia um chamado direto ao telefone 190, de emergência. A escolha das beneficiadas pelo dispositivo é feita pelas Varas de Violência Doméstica do TJDFT.

Outra forma de controle é o monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira. Há 45 agressores usando o equipamento na capital. Com a tecnologia, policiais podem ver se o acusado está mantendo a distância mínima da vítima, conforme decisão judicial. Há o Provid, da PM, que assiste mulheres vítimas de violência, quando pedido pela Justiça. No ano passado, houve 7,8 mil visitas domiciliares. Por fim, existem reuniões da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Feminicídio em que forças de segurança discutem as causas da violência e medidas que podem ser adotadas para cessar o extermínio de mulheres. ;Na maioria das vezes, esse comportamento está relacionado ao convívio familiar. É o ciúme que causa a agressão, discussão, separação;, observa o secretário de Segurança Pública, Cristiano Barbosa.

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