Denise Rothenburg

Denise Rothenburg

postado em 29/10/2018 00:00
 (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
A turma da Lava-Jato que se cuide
Enquanto o presidente eleito, Jair Bolsonaro, se preparava para desembarcar na terça-feira em Brasília, a fim de conversar com os três Poderes da República e deflagrar a transição, seus aliados correram a São Paulo, ontem à noite, para conversar com a ;turma do PIB; sobre o que vem por aí. No quesito infraestrutura, por exemplo, a escassez de recursos públicos levará o novo governo a apostar nas parcerias público-privadas.

Os bolsonaristas não veem com bons olhos empreiteiras flagradas na Lava-Jato em concorrências de todos os tipos, especialmente, de estradas. A ideia de quem trabalha nesse setor para o presidente eleito é não se ater apenas ao critério de tarifas módicas, como era no governo Dilma Rousseff, em que os valores terminavam revistos. A ordem agora é avaliar todos os quesitos, em especial, capacidade de manter estradas e aeroportos.

A primeira a fechar

Se tem uma empresa que pode se preparar para a liquidação, é a EPL, Empresa de Planejamento e Logística S/A. A turma do futuro governo considera que seus serviços podem ser feitos por um departamento ministerial. Este ano, a EPL gastou até aqui R$ 34,3 milhões, de um orçamento de R$ 69 milhões. Pode não ser nada, mas já é uma economia.

Pressa na entrega
O novo governo chega ainda com metas para 100 dias, para seis meses e para dois anos. Primeiramente, vão concluir as obras do Programa de Investimentos elaborado pela equipe do presidente Michel Temer. A ordem é acabar com a história de obras inacabadas.

Nem tudo é apoio
Jair Bolsonaro está ciente dos problemas que tem pela frente, e de que boa parte dos seus votos foi mais para impor uma derrota ao PT do que uma chancela ao seu futuro governo. Terá de trabalhar muito para não perder cedo essa parcela do eleitorado.

Onde o bicho pega

As reitorias das universidades públicas estão sob alerta a partir de hoje. Na UnB, por exemplo, bolsonaristas desprezavam o discurso de pacificação e respeito à liberdade e à Constituição, declarado em alto e bom som pelo presidente eleito. Ontem à noite, ameaçavam ;varrer os vermelhos;. Não é assim que esses aliados do presidente vão trazer tranquilidade ao país.

Façam suas apostas/ Começa a disputa pelo papel de porta- voz da oposição. No Senado, há três grandes nomes: Cid Gomes (PSB-CE), Jaques Wgner (PT-BA) e Jarbas Vasconcelos (MDB-PE).

A próxima disputa/ Em São Paulo, as votações expressivas do atual governador, Márcio França (PSB), e do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) entre os paulistanos indicam que ambos são promessa para a disputa de 2020. A deputada eleita Joyce Hasselmann (PSL), que desfilou ontem ao lado do governador eleito, João Doria (PSDB), também está na lista de quem se apresentará para a disputa.

Por falar em Doria.../ O novo governador tem duas opções: ou toma o PSDB dos antigos caciques, ou é melhor procurar outro partido.

; e por falar em partidos.../ Todos ao divã. À exceção do PSL e do Novo, todos estão agora em fase de repensar os seus projetos e entender o que o eleitor deseja. Nenhum deles saiu pleno dessa eleição.

;A campanha eleitoral termina hoje.
É preciso reconstruir a sociedade, a política e as instituições;
Do senador Jader Barbalho (MDB-PA), um dos sobreviventes. Ele avisa que não quer saber de cargo no governo

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