Estudos e emprego graças à bola laranja

Estudos e emprego graças à bola laranja

postado em 01/12/2018 00:00
 (foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press
)
(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press )


A emoção no basquete pode ir muito além daquela milagrosa cesta de três pontos, no último segundo de jogo, que define a virada no placar e a surpreendente vitória. A família do jovem Michael Gouveia, 14 anos, sabe bem disso. O garoto de 1,95m de altura foi recrutado na fila de entrada para um jogo entre o extinto UniCeub/Brasília e Flamengo, no Ginásio Nilson Nelson, pelo NBB. O olho atento do técnico Ricardo Oliveira observou o porte atlético do jovem e o convidou para a escola Lance Livre.

Torcedor do rubro-negro do Rio, Michael mora em Valparaíso (GO), no Entorno do DF, e passou a frequentar os treinos no fim da Asa Norte. Com o bom rendimento no time, ganhou uma bolsa de estudos no Colégio Santa Dorotéia. Se a questão escolar e esportiva se resolvia de forma inesperada, a família do garoto precisava ainda solucionar o desafio financeiro de arcar com os custos de transporte e alimentação diários.

Desempregada, a mãe do jovem jogador de basquete, Sandra Gouveia, 41 anos, levava o filho todas as manhãs para a aula e ficava na porta da escola esperando o horário de saída para retornar a Valparaíso. Não havia dinheiro para fazer tantas viagens ao dia. A dedicação maternal, no entanto, chamou a atenção da direção do colégio, que a ofereceu o cargo de monitora. Como em um passe de Magic Johnson, o basquetebol solucionava importantes necessidades de uma família. ;Sou muito grata a essa oportunidade. Sempre batalhamos muito e, felizmente, vamos conquistando nossos sonhos;, festeja a sorridente Sandra.

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