Três perguntas para

Três perguntas para

postado em 10/03/2019 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Ruy Coutinho, secretário de Desenvolvimento Econômico

Quais são as expectativas de melhoria para a economia do DF com a abertura do Centrad?

Haverá uma valorização da região, com a atração de empreendimentos comerciais e de atividade econômica. Isso é evidente e acredito que terá um impacto positivo. Uma medida como essa agrada e desagrada a muitos. Na região de Brasília, podem não se sentir muito felizes para chegar até lá, mas a locomoção se dará no contrafluxo e isso é um fato amenizador do problema. Os que residem nas vizinhanças do Centro Administrativo, obviamente, ficarão muito satisfeitos por estarem mais próximos do trabalho.

Quais devem ser os principais setores beneficiados e por quê?

Comércio e serviços serão impactos de imediato. O motivo principal é por haver a presença de um número muito robusto de pessoas que serão transferidas para o Centrad (13 mil dos 130 mil servidores). É um prédio grande, que pretende centralizar a atividade burocrática do DF. Há um público muito grande com o qual teremos de lidar. A microrregião já é economicamente representativa e ficará mais ainda, pois Taguatinga é o epicentro econômico daquela área.

Há algum plano da secretaria para impulsionar o desenvolvimento econômico naquela área com a possível

abertura do Centrad?

Não temos planos ainda, até porque, quando cheguei à pasta, não havia nenhum estudo relativo a isso. Logo que a decisão começar a ser executada, faremos um trabalho não apenas de identificação de oportunidades, como também de monitoramento e mensuração dos resultados da transferência do governo para lá. Vamos descobrir qual será o impacto global para a economia do DF. O eixo administrativo está muito disperso no Plano Piloto. Com a mudança, haverá uma concentração importante. Faremos estudos das hipóteses de geração de empreendimentos nas áreas comercial e de serviços para avaliar a representatividade dos setores.

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