UnB contesta queda em desempenho de cursos

UnB contesta queda em desempenho de cursos

Reitoria da Universidade de Brasília reclama do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que diminuiu nota da qualidade do ensino na instituição

Ana Paula Lisboa
postado em 13/12/2019 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 24/6/16)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 24/6/16)


A Reitoria da Universidade de Brasília (UnB) contestou ontem os resultados apresentados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) de 2018. O primeiro traz informações sobre as 27 áreas de graduação avaliadas por meio do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) do ano passado. Nesse caso, nenhuma alcançou conceito 5. Dos 17 bacharelados da UnB considerados na amostra, apenas um obteve nota 3 (administração pública), e o restante conquistou média 4.

O IGC consiste em um panorama sobre 2.052 instituições de ensino superior (IES) avaliadas ao longo do triênio 2016-2018, por meio de 23.228 cursos. Entre as 39 IES do Centro-Oeste consideradas, 69,2% alcançaram o conceito máximo, igual a 5. Outras 15% tiveram nota 3, e mais 15%, nota 4. No rol dos estabelecimentos mais bem-conceituados, chama a atenção o fato de a UnB não aparecer desta vez. O IGC da instituição caiu de 5 para 4. ;A Universidade de Brasília não reconhece o resultado da avaliação, que rebaixou a instituição por um centésimo. A UnB vai recorrer de forma veemente;, declarou a Administração Superior, em nota enviada por e-mail.

Durante encontro técnico com jornalistas na quarta-feira, Fernanda Marsaro, coordenadora-geral de Controle de Qualidade da Educação Superior do Inep, informou que as instituições de ensino tiveram acesso aos dados e período para manifestação ou recurso.

Com relação a isso, a Administração Superior manifestou-se em outra nota, apontando ;erro grave; na avaliação de dois cursos de pós-graduação, que teriam recebido, equivocadamente, nota 0. ;A UnB ficou a um milésimo da nota 5 no IGC. As instituições com nota igual ou superior a 3,945 ficam com 5, e a instituição teve 3,944. Ainda não está claro o que causou a diminuição, especialmente porque a UnB vem em uma trajetória ascendente nesta avaliação. Também causa estranheza o fato de que a universidade chegou a enviar um pedido de correção de alguns dados ao Inep, dentro do prazo, mas o mesmo foi indeferido. Dessa forma, a instituição vai fazer uma análise detalhada do resultado para, então, apresentar as contestações e recursos necessários;, ressaltou.

A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e o Instituto Federal de Brasília (IFB) tiveram conceito 3. Nenhuma instituição do Distrito Federal conseguiu conceito 5 no IGC, ao mesmo tempo e, que nenhuma teve a pior nota, 1. Com conceito 2, foram 11 instituições; 23 obtiveram nota 3; e 16 alcançaram a pontuação 4. O Correio tentou ontem contato com o Inep, mas, até o fechamento desta edição, não houve retorno das ligações.

Graduações brasilienses
No país, dos 8.520 cursos avaliados no CPC 2018, 149 alcançaram nota 5, representando 1,7%; e 34 cursos ficaram com conceito 1 (0,4%). O DF teve oito cursos com a nota máxima no CPC, sendo quatro da Universidade Católica de Brasília (UCB), três do Centro Universitário Iesb e um da Faculdade Icesp de Brasília (administração). A UCB figurou no topo com dois bacharelados em administração (um presencial e um a distância) e outros dois em ciências econômicas e em ciências contábeis. O Iesb se destacou em psicologia e nos cursos tecnológicos em gestão pública (a distância) e em design de interiores.


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