Mãos limpas evitam propagação

Mãos limpas evitam propagação

» Augusto Fernandes
postado em 31/01/2020 00:00
 (foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)


Em razão de não haver nenhuma vacina ou tratamento específico para este novo coronavírus, a principal forma de se proteger contra a doença é a higiene pessoal. Em entrevista ao Correio, a infectologista do Hospital Brasília Camila Magalhães explicou que manter as mãos constantemente limpas com álcool ou água e sabão são cuidados indispensáveis.

;São medidas básicas, mas que fazem toda a diferença. Principalmente porque uma das formas de transmissão desse vírus é pelo contato interpessoal. Por meio de um espirro ou de uma tosse, uma pessoa infectada pode contaminar outra. Portanto, também é recomendável sempre cobrir nariz e boca nessas situações. Além disso, não compartilhar pratos, talheres e copos com pessoas suspeitas de estarem contaminadas são medidas preventivas importantes;, explicou a infectologista.

De acordo com Camila, qualquer sintoma que remeta à doença provocada pelo coronavírus, como febre, tosse e dificuldade para respirar, deve servir de alerta. Assim que algum desses indícios for constatado, buscar assistência médica é fundamental.

;Qualquer pessoa que se enquadrar no quadro clínico de suspeição deve procurar atendimento. Os casos devem ser notificados. Quanto antes isso acontecer, melhor. Afinal, com a notificação, é possível ser feito um teste de laboratório e, a partir daí, ter o manejo mais adequado para o diagnóstico estabelecido pela equipe médica;, detalhou.

A infectologista também destacou que ;o espectro da doença é bem amplo, mas são poucos casos que evoluem com gravidade;. ;A importância é de tentar minimizar a transmissão do vírus para outras pessoas imunossuprimidas, como crianças, idosos, gestantes ou aqueles com alguma comorbidade, que é quando a defesa do corpo já não é tão eficaz quanto precisaria;, acrescentou Camila.

Para ela, o Brasil tem totais condições para enfrentar o coronavírus, visto que o país é equipado com bons laboratórios centrais e em vários estados é possível identificar se alguém está contaminado pelo vírus mediante biologia molecular.



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