Acusado pela morte de Ítalo é condenado

Acusado pela morte de Ítalo é condenado

» THIAGO SOARES
postado em 20/03/2014 00:00
 (foto: Monique Renne/CB/D.A Press - 19/7/13)
(foto: Monique Renne/CB/D.A Press - 19/7/13)

O Tribunal do Júri de Santa Maria condenou ontem Aldo Francisco da Costa Júnior, 22 anos, pela participação no assassinato de Ítalo Matheus Cunha, 12, há pouco mais de dois anos. O garoto foi morto na porta de casa, após ser atingindo por um tiro disparado por um adolescente de 17 anos, na região administrativa. O alvo era o pai, mas a criança, ao tentar defendê-lo, acabou baleada. A pena definida é de 16 anos em regime fechado.

Durante o julgamento, a família expressou toda a dor e a falta que o garoto faz. O pai, o representante comercial Hudson do Nascimento, 34 anos, disse que ainda vive o luto. ;Ele era meu companheiro fiel;. Ítalo comemorava o aniversário do tio, em 28 de fevereiro de 2012, quando três pessoas, entre elas dois adolescentes, começaram a discutir com familiares do garoto porque um carro da família atrapalhava a passagem em uma das ruas de Santa Maria. O menino seguiu na direção do pai. A intenção era chamá-lo para dentro de casa. O garoto deu alguns passos e foi atingido no abdômen por um disparo feito por um dos adolescentes.

No julgamento, a defesa do réu destacou que Aldo desconhecia a posse de arma de um dos adolescentes. A acusação alegou que o rapaz deu cobertura ao assassinato. Ele dirigia o carro e seguiu em fuga. O Ministério Público também concluiu o envolvimento do réu. Ele foi condenado pelo crime de corrupção de menores e homicídio duplamente qualificado.

Em meio à dor, a rotina do pai de Ítalo se resume a trabalhar e visitar o túmulo do garoto. Após a tragédia, o homem conta que entrou em depressão. O pequeno Ítalo era o único filho. O garoto tinha como um dos sonhos aprender a tocar violão. ;Ele sempre estava comigo. Quando entro no carro, lembro do quanto éramos felizes. Amo meu filho;, declarou o pai, em meio a lágrimas. A família teve o acompanhamento jurídico e psicológico da Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência (Pró-Vítima). ;Quando uma família sofre violência, ela fica totalmente desamparada. Nós trabalhamos no intuito de apoiar, como nesse caso;, explicou a subsecretária, Valéria de Velasco.

A mãe, a professora Walberliz Lima da Silva, 33 anos, diz que, pela demora, pensava que o julgamento não mais ocorreria. ;É um desgaste. A gente quer que tudo se resolva o mais rápido possível porque é uma ferida grande, que machuca;, disse.



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação