"O mais importante é a festa"

"O mais importante é a festa"

postado em 18/06/2014 00:00
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


Faixas e bandeiras em verde e amarelo estavam prontas para receber parentes e amigos na abertura da Copa do Mundo, na casa do advogado Marcelo Jaime Ferreira e da servidora pública Daniele Chaves, ambos de 39 anos. Mas um convite de última hora adiou os planos da família. ;Meu amigo conseguiu para mim e meu filho ingressos para a abertura em São Paulo só dois dias antes do jogo. Tive de desmarcar com todos os convidados;, revelou Marcelo, morador do Setor de Mansões Dom Bosco.

Trabalho a menos para o jogo entre Brasil e México. Aos poucos, 40 pessoas, entre amigos e família, apareciam para acompanhar a segunda partida do Brasil no Mundial. Para começar, churrasco e aperitivos, entre uma aposta e outra no resultado. ;Acho que vai ser 2 x 1;, comentou Marcelo, à mesa. Todos apostaram resultados com placares elásticos, como 3 x 1 e 4 x 0.

Hora do Hino Nacional e convidados cantaram abraçados, como Thiago Silva pediu aos torcedores no Castelão. ;Estamos todos aqui arrepiados. Imagine você, dentro do estádio, ouvir todos os torcedores cantarem juntos. Emociona;, disse o empresário Diogo Gaia, 31 anos, um dos cantores na casa de Marcelo e Daniele.

Concentração

Começou o jogo, nervosíssimo. A confraternização, regada a cerveja, vinho e churrasco, deu lugar aos olhares concentrados nas duas televisões na varanda da casa. Até as crianças, que brincavam sem parar na cama elástica e com brinquedos, ficaram esparramadas no sofá para torcer. A garotada, inclusive, foi protagonista na preparação da família antes da Copa. ;Chamei meus amigos da escola e viemos todos pintar a rua onde moro. Foi uma festa;, lembrou João Vitor Chaves Ferreiras, 8 anos, filho de Daniele e Marcelo.

Intervalo, hora de comer. O sanduíche servido em pão de metro acompanhava as conversas sobre o jogo tenso. ;Com esse time, não vamos ganhar a Copa. Jogadores não se empenham e parecem ter perdido a garra que tinham;, reclamou o consultor organizacional Hermano Wrobel, 66 anos.

O segundo tempo foi ainda mais tenso, com boas chances do México e bolas defendidas pelo goleiro Ochoa. Além de torcer para que o Brasil, enfim, abrisse o placar, Daniele e Marcelo tinham outra missão: cuidar para que todos os convidados se sentissem bem. ;Mas isso é o mais tranquilo. Todos são de casa e eles mesmos pegam bebida na geladeira quando precisam.;

Hora do caldo

Quando o jogo se aproximou do fim, as crianças voltaram à cama elástica. A brincadeira parecia mais interessante do que o 0 x 0 em Fortaleza. Quando o juiz apitou, poucos foram embora. Era hora de provar o caldo verde, feito em homenagem à cor do uniforme principal da equipe do México. ;A ideia era papar o verde mexicano;, disse Marcelo. Mas a equipe de Peralta jogou de vermelho, e o Brasil não acabou com os rivais. Passado o confronto, o clima de reunião entre família e amigos continuou, mesmo com o tropeço da Seleção. ;Em Copa do Mundo, o mais importante é a festa.;

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