360 graus

360 graus

Jane Godoy %u2022 janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 24/10/2014 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
(foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)






As donas das cores
mãe e filha. A primeira, Raimunda Lima Diano, nasceu em São Paulo e veio para Brasília nos anos 1960 com o marido, Domingos Diano. A segunda, Angélica Diano Braga Moura, é brasiliense. Raimunda se formou em administração de empresas, mas exerceu uma profissão muito nobre: foi cozinheira do Lar de Velhinhos Maria de Madalena, depois diretora, até que se tornou artesã. A arte do Tai Dai começou com o marido de Raimunda e pai de Angélica, que usava essa técnica para dar cor, sombras e nuances diferentes aos tecidos.


Início das vendas
Uma das diretoras da Feira da Torre de TV, dona Malba organizou uma exposição naquele espaço, o que foi suficiente para que Raimunda passasse a fazer parte do grupo de artesãs, com direito à carteira de artesã, recebendo um espaço na feira que, à época (1992) era na plataforma dos pilotis da Torre de TV. A cada fim de semana, a cada mês, a cada ano, lá estava ela em seu pequeno espaço colorido, com seus kaftans, calças, bermudas e blusas estampados pela técnica Tai Dai, que começaram a ficar conhecidos e cobiçados tanto para uso pessoal, como para levar de lembrança de Brasília.

Para se obter o efeito desejado, ou seja, com aquela paleta de cores que se harmonizam e contrastam ao mesmo tempo, as artesãs passam o tecido por um processo demorado e minucioso. Tinta guarany, panelas, fogão, água, barbante, além do tecido, a viscose, ;a melhor encontrada na praça;.

;Apesar do trabalho e das várias etapas pelas quais o tecido passa, acho que o equipamento mais importante é o amor ao meu trabalho, pois fico muito feliz ao ver as clientes elogiando cada peça. Com toda certeza, desde que o trabalho seja feito com amor, a minha casa, a formação das minhas filhas e dos meus filhos, tudo isso veio do meu trabalho como artesã; orgulha-se Raimunda.


Uma etiqueta conhecida
Caprichando igualmente nos tamanhos grandes, as roupas artesanais, os turbantes, roupas ciganas e flamencas, acessórios afross ou de estilos exclusivos, a marca Diana faz o maior sucesso também na Feira da Lua, no Centro Comercial Gilberto Salomão, no Lago Sul, ou na Capital Fashion Week, expondo seus trabalhos ao lado do Sebrae e outros. A filha da criadora do projeto, Angélica, é a musa inspiradora, modelo e apresentadora das peças. Veste-as com porte de modelo profissional, acrescido da maquiagem temática, feita no capricho, o que combina muito bem com a proposta exótica e sedutora das produções. Mãe e modelo vendem, também, a imagem delas, que encanta a todos os visitantes e clientes cativos.

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