Eixo Capital

Eixo Capital

postado em 26/11/2014 00:00
 (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 18/11/14)
(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 18/11/14)
Ano difícil nos hospitais
Os números frios do orçamento podem explicar melhor as dificuldades de atendimento a pacientes no Hospital de Base. O sistema de acompanhamento dos gastos do governo indica que a unidade referência em saúde no DF recebeu, neste ano, apenas R$1,22 milhão para manutenção e funcionamento. No ano passado, o GDF destinou mais do que o dobro desse montante: R$2,697 milhões. E em 2012, foi uma bolada ainda maior: R$2,979 milhões. No Hran (Hospital da Asa Norte), a situação esteve mais dramática. O repasse deste ano, no valor de R$ 435 mil, representa um terço do destinado em 2013. E apenas 25% do montante transferido para a unidade em 2012.

Corte geral
Toda a verba destinada aos hospitais e unidades de saúde ; como aquisição de materiais de atendimento, medicamentos e equipamentos ; caiu pela metade em relação ao ano passado. Segundo levantamento do deputado Chico Leite (PT), o governo autorizou apenas R$ 8 milhões para o programa em 2014, o menor orçamento dos últimos quatro anos. Em 2013, o montante chegou a R$ 16,3 milhões. No primeiro ano do governo Agnelo Queiroz, foram R$ 13 milhões. Em 2012, houve a maior destinação para os hospitais: R$ 18,5 milhões.

Guerra
A retirada de verba do custeio dos hospitais causou uma guerra interna entre integrantes da secretaria de Saúde e dos órgãos responsáveis pela gestão orçamentária. Muito dinheiro saiu da manutenção de hospitais para pagar folha de pessoal. Todos responsabilizam a secretaria de Administração.

Bye-bye
A criação da Rede Sustentabilidade será uma janela para que deputados de partidos de oposição a Rodrigo Rollemberg (PSB) migrem para a base governista sem serem enquadrados na regra da fidelidade partidária. Há uma expectativa de que dois ou três distritais troquem de sigla no próximo ano.

Campanha milionária
A campanha vitoriosa ao Palácio do Buriti arrecadou
R$ 13,2 milhões. Rodrigo Rollemberg (PSB) recebeu doações de várias empreiteiras e pessoas físicas. Entre as construtoras, a Via Engenharia contribuiu com R$ 1 milhão. A empresa de Brasília também ajudou Agnelo Queiroz (PT) com R$ 1,7 milhão. Como outros candidatos, Rollemberg estava no radar das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato. A Odebrecht doou R$ 200 mil e a OAS, R$ 250 mil. Os dados fazem parte da prestação de contas dos candidatos. A de Jofran Frejat (PR) ainda não foi publicada pela Justiça Eleitoral.

Projeto Buriti
O advogado Carlos Augusto Rollemberg foi generoso com a campanha do irmão. Guto, como é conhecido na família, fez uma doação de R$162 mil. O próprio Rodrigo aplicou
R$ 45 mil na candidatura.

Advogada de família
A primogênita do futuro governador, Gabriela Rollemberg, atuou como advogada eleitoral do pai que apostou na capacidade da jovem, discípula do ex-ministro do TSE Joelson Dias. A despesa da campanha com os honorários dela foi de R$285 mil.

Devo. Não nego...
A candidatura à reeleição do governador Agnelo Queiroz (PT) arrecadou R$ 16,5 milhões. Mas os gastos excederam esse montante. Sobrou uma dívida de R$ 1,8 milhão. O coordenador da campanha, Raimundo Júnior, diz que o PT vai assumir o débito e negociar com os credores, especialmente com os advogados eleitorais. A despesa com o escritório de Luis Carlos Alcoforado foi de R$1,2 milhão e com o de Claudismar Zupiroli, de R$ 300 mil.

Fábrica de dinheiro
O programa de televisão de Agnelo consumiu a maior parte dos recursos arrecadados na corrida à reeleição. O gasto com a produtora Fabrika chegou a R$ 4,2 milhões. A empresa assumiu a campanha de Rodrigo Rollemberg no segundo turno e faturou mais R$ 2,5 milhões. O governador eleito ainda teve uma despesa de R$1,8 milhão com a Studio 13, também responsável pela propaganda na tevê.

Poder
No primeiro mandato, Rogério Rosso já chega à Câmara Federal como líder do PSD. Vai comandar uma bancada de 37 deputados.

Mandato
O secretário de Transportes, José Walter Vasquez, foi indicado pelo governador Agnelo Queiroz para o mandato de cinco anos como diretor da Adasa (Agência Reguladora de Águas, Enegia e Saneamento do DF). A nomeação precisa passar pelo crivo da Câmara Legislativa.

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