CBB ignora risco olímpico

CBB ignora risco olímpico

postado em 19/03/2015 00:00
 (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press - 16/3/09 )
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press - 16/3/09 )



O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Carlos Nunes, resolver contra-atacar a oposição. À frente da instituição desde 2009, Nunes acumulou problemas, principalmente, nos caixas da CBB. A dívida da confederação chegou a R$ 9,5 milhões no fim de 2013 ; o balanço de 2014 deve ser divulgado em abril. O valor pode ser consideravelmente maior, ainda mais depois de o Brasil ter de pagar R$ 3,25 milhões à Federação Internacional de Basquete (Fiba) para disputar o Mundial de 2014. O país não havia conseguido vaga dentro de quadra.

O problema é que, segundo reportagem do UOL, a CBB deve duas parcelas à Fiba, o que teria motivado a federação a adiar para 30 de junho o anúncio sobre a vaga direta à Olimpíada de 2016. País sede, o Brasil pode não ter a participação garantida no basquete. Assim, teria de conquistar uma das duas vagas no Pré-Olímpico de Monterrey, no México, entre agosto e setembro. A Seleção feminina enfrenta a mesma situação, mas apenas a campeã do Pré-Olímpico do Canadá, em agosto, assegura a vaga. As outras três semifinalistas disputam repescagem em 2016.

Carlos Nunes diz que a informação é falsa. ;Pessoas que têm interesses na CBB estão criando essa situação. Não haverá problema nenhum, estamos cumprindo tudo o que foi acertado com a Fiba;, disse Nunes ao Correio ontem, antes de audiência com o ministro do Esporte, George Hilton. ;Estamos muito tranquilos.;

O presidente da confederação esteve em Brasília para conversar sobre a construção de um centro de treinamento, em Pindamonhangaba (SP), com entrega prevista para 2017. Além disso, se atualizou sobre um possível novo patrocinador. A CBB pediu ajuda a George Hilton por mais um apoiador financeiro. ;O ministro está muito empenhado nisso, mas não está fácil devido à situação atual do governo;, disse Nunes. A CBB perdeu o aporte da estatal Eletrobras em 2013.

A relação da confederação com a Fiba, segundo Carlos Nunes, é boa. O presidente da Federação Internacional, Horácio Muratore, inclusive, visitará as instalações olímpicas do Rio a convite da CBB. Muratore também deve vir a Brasília para ser apresentado a George Hilton. (V.M)

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