Eixo Capital

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Ana maria campos anacampos.df@dabr.com.br
postado em 31/03/2015 00:00
 (foto: Elio Rizzo/Esp. CB/D.A Press - 7/7/11)
(foto: Elio Rizzo/Esp. CB/D.A Press - 7/7/11)

Água em debate na Coreia do Sul
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Paulo Salles (foto), embarca em 9 de abril para a Coreia do Sul, onde participará do Fórum Mundial da Água de 2015. Maior evento internacional com a temática sobre recursos hídricos, a conferência ocorre a cada três anos. Nesta edição, nas cidades de Daegu e Gyeongbuk, vai discutir ;a água para o nosso futuro;, tema bem propício para reflexão no Brasil. A autorização de afastamento de Salles foi publicada ontem no Diário Oficial do DF, sem ônus para o governo. Um decreto do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) suspende o pagamento de diárias e passagens. Salles, então, viajará com custos pagos pela Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF), que deverá enviar uma comitiva.



Do outro lado do mundo
Como Brasília vai sediar o próximo Fórum Mundial da Água, em 2018, Paulo Salles receberá a chave do evento na Coreia do Sul. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF vai representar o governador no evento, que deve reunir até 40 mil participantes de vários países, entre governantes, empresários, pesquisadores e especialistas. Rodrigo Rollemberg está sendo incentivado a viajar, mas não deve ir. Ele avaliou que o custo seria muito alto em tempos de crise financeira e teria de passar pelo menos uma semana fora. A conferência termina em 18 de abril, na véspera do aniversário de Brasília.

Distribuição de processos
De olho em eventuais decisões políticas do Conselho de Planejamento Territorial (Conplan), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou uma modificação no regimento interno da entidade responsável por aprovar todas as medidas relacionadas à ocupação do solo no DF. Para os promotores, a distribuição da relatoria de processos deveria ser aleatória e de forma equitativa entre os conselheiros. Prevaleceu, no entanto, a proposta do presidente da Terracap, Alexandre Navarro. Os integrantes do Conplan podem se candidatar para a relatoria e, se houver mais de um interessado na matéria, a decisão será por sorteio entre os voluntários. Um acordo pode definir a questão.



Com sorriso novo
Depois de uma campanha tumultuada, Rôney Nemer (PMDB-DF) começa a se ambientar na Câmara dos Deputados. Participa de cinco comissões temáticas e pegou a relatoria do projeto que transforma todos os cargos da Polícia Civil do DF em nível superior. No ano passado, ele passou por maus bocados. Condenado em segunda instância num dos processos da Operação Caixa de Pandora, ele adoeceu e quase não tomou posse por questionamentos do Ministério Público. Nemer teve uma paralisia facial, que atribui a um abalo emocional, e ficou com a boca torta. ;Foi muita injustiça. Fui condenado sem provas;, afirma. Depois de muita fisioterapia e acupuntura ; indicada pelo chefe da Casa Civil, Hélio Doyle ;, Nemer voltou ao normal.

Anfitrião
Para comemorar os bons tempos, Rôney Nemer, o peemedebista mais leal a Tadeu Filippelli, foi o anfitrião de almoço com colegas parlamentares do PMDB na última sexta-feira. Para prestigiar o ex-vice-governador, até aceitou tomar uma taça de vinho, coisa que nunca faz. ;Filippelli é o nosso grande líder no PMDB;, derrete-se. O padrinho político tem ajudado bastante na defesa de Nemer. O Ministério Público Eleitoral e o primeiro-suplente, Alírio Neto (PEN), acham que o peemedebista caiu na Lei da Ficha Limpa e não pode continuar no mandato. A Justiça vai decidir.



Cada um por si
A orientação do presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, ao grupo político é clara, segundo conta o deputado Robério Negreiros: ;Cada um que procure o seu espaço político, mas sem usar o nome do partido;. A posição oficial da legenda é pela neutralidade. Neste momento, no entanto, interessa muito mais ao governador Rodrigo Rollemberg negociar diretamente com os deputados, que têm votos na Câmara Legislativa, do que com os partidos. As siglas ganham muito mais valor na época da eleição.

Uma cidade sem liberação
Em Taguatinga, há 10 mil apartamentos sem habite-se, uma cidade à espera de ocupação. São unidades habitacionais prontas para morar, mas sem autorização da administração regional por falta de cumprimento de todas as exigências legais, principalmente de estudos de impacto de trânsito. A situação tem provocado uma enxurrada de ações judiciais de consumidores que compraram um imóvel e querem se mudar. Cobram das construtoras, que, por sua vez, têm pressionado o governo por uma solução. A pressa na liberação dos empreendimentos foi o assunto foi discutido ontem em reunião com representantes da Ademi (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário) e da administração regional de Taguatinga.

A pergunta que não quer calar;.
A construção de um monumento em homenagem a Jango abre brecha para homenagens em Brasília a outros ex-presidentes, como Garrastazu Médici, José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva?

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