Cartel em remédios

Cartel em remédios

postado em 03/04/2015 00:00


A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou processo administrativo para investigar prática de cartel em licitações públicas na compra de medicamentos. Entre os remédios estão antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos, sedativos e anticoagulantes. Quinze empresas são suspeitas de combinar preços e vantagens, com o objetivo de restringir a concorrência. Elas acertavam previamente quem seria a vencedora, os valores a serem declarados e como os lotes seriam divididos.

;Pesquisas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que os cartéis podem causar um sobrepreço do produto entre 10% e 20%. O impacto é grande para o cidadão e, principalmente, para a administração pública, que precisa comprar porções elevadas;, destacou Fernanda Machado, coordenadora-geral Antruste do Cade. A fraude teria ocorrido entre 2007 e 2011 em Minas, São Paulo, Bahia e Pernambuco.

As empresas são: Comercial Cirúrgica Rioclarense; Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos; Dimaci Material Cirúrgico; Drogafonte Medicamentos e Material Hospitalar; Hipolabor Farmacêutica; Laboratório Teuto Brasileiro; Macromed Comércio de Material Médico e Hospitalar, Mafra Hospitalar, Merriam Farma Comércio de Produtos Farmacêuticos;Netfarma Comércio Online; NovaFarma Indústria Farmacêutica; Prodiet Farmacêutica; Rhamis Distribuidora; Sanval Comércio e Indústria, e Torrent do Brasil. (VB)


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