Sob o risco da malha fina

Sob o risco da malha fina

postado em 17/05/2015 00:00

As 4.869 pessoas físicas e jurídicas de Minas Gerais que doaram acima do valor permitido em campanhas políticas estão prestes a cair na malha fina da Receita Federal. O crime eleitoral serve como pista para flagrar contribuintes que também tenham cometido infrações tributárias. ;A lista (de doações em excesso) serve como indício de infração fiscal. Se a pessoa declarou que está doando milhões e, para a Receita, informa não ter renda, é preciso investigar;, afirma o chefe da divisão de Fiscalização da Receita Federal em Minas Gerais, Warlen Pereira.

O órgão vai analisar todos os casos de 4.507 pessoas físicas e 362 empresas que doaram acima do estabelecido pela Lei Eleitoral. Segundo Pereira, a fiscalização dará prioridade para solucionar situações que envolvam volume financeiro maior. ;A Receita vai avaliar aquilo que tiver maior interesse fiscal. Isso depende do valor provável do crédito tributário que será constituído;, explica.

A maior parte dos doadores em excesso, um total de 3.856 contribuintes, são pessoas que não declararam o Imposto de Renda, por omissão ou porque são isentas dessa tarefa. E a fiscalização não fará vista grossa nem para os isentos ; aqueles que receberam menos de R$ 25,6 mil em rendimentos tributáveis ao longo de 2013, ano de referência para doações eleitorais do ano passado. Quem doou mais de 10% desse valor já terá problemas com a Receita. (FA)

;A lista (de doações em excesso) serve como indício de infração fiscal. Se a pessoa declarou que está doando milhões e, para a Receita, informa não ter renda, é preciso investigar;
Warlen Pereira, chefe da divisão de Fiscalização da Receita Federal-MG



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