Setor retoma as vendas

Setor retoma as vendas

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV), estudo a ser divulgado mensalmente no Distrito Federal, mostra que a aceleração nos negócios chegou a 4,4%. Mesmo assim, a demora na liberação de projetos atrapalha os empresários

» THIAGO SOARES
postado em 27/06/2015 00:00
 (foto: Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press)

Os empresários do ramo imobiliário estão otimistas quanto às vendas. O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) revelou uma retomada no ritmo de negócio. Em maio, a aceleração chegou a 4,4%, segundo a pesquisa. O número é considerado positivo, uma vez que a base de 5% é considerada ;saudável; para o mercado. Pensando nisso, as construtoras e as imobiliárias lançam estratégias para atrair os consumidores. Os locais mais procurados são o Plano Piloto, com preferência para a Asa Norte e o Noroeste.

A pesquisa do IVV tem o objetivo de aferir os negócios de imóveis novos residenciais e comerciais no DF e se a velocidade com que são vendidos está de acordo com as expectativas. O estudo será divulgado mensalmente e reúne informações desde dezembro do ano passado referentes ao mercado imobiliário local. A amostra é bem expressiva, abrange, aproximadamente, 45% do mercado brasiliense (25 empresas de cerca de 60 incorporadoras).

O levantamento idealizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF) e com a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), mostra que, desde janeiro, as vendas têm crescido mês a mês. Em maio, foram vendidas 178 unidades pelas empresas avaliadas.

Depois da queda do valor do metro quadrado, a tendência é também de retomada de preço dos imóveis. ;Vivemos no segundo semestre do ano passado uma queda, mas temos algumas regiões com tendência para a elevação nos preços. O Noroeste, por exemplo, é uma delas. Tivemos uma queda na oferta; agora, vão começar alguns novos empreendimentos. A oferta será mais equilibrada com a demanda;, explica o presidente da Ademi-DF, Paulo Muniz.

Com 250 unidades prontas para venda no Noroeste e na Asa Norte, pelo menos uma construtora está concentrada em atrair clientes. ;Conseguimos fechar um ciclo importante, que é concluir as obras. Os imóveis estão prontos. Estamos reunindo um trabalho comercial para demonstrar que temos boas ofertas de valores e diversidade de produtos;, explicou o diretor Nacional de Negócios da João Fortes Engenharia, Jorge Rucas.

Dificuldades
Uma das dificuldades vividas pelo setor é a demora na liberação de projetos. Isso é o que faz o DF passar por uma baixa oferta, segundo o presidente do Sinduscon-DF, Luiz Carlos Ferreira. ;Já tivemos uma oferta de 14,5 mil imóveis. A necessária é de 9 mil. Hoje, a oferta está entre 9 mil e 10 mil; mais um pouco, a demanda ficará inferior. Por esse motivo, é necessária a aceleração na hora de liberar os empreendimentos;, comenta.

Sobre essa questão, o subsecretário da Central de Aprovação de Projetos (CAP) da Secretaria de Gestão do Território e Habilitação, Alberto de Faria, informou que a pasta tem feito um grande esforço para acelerar a aprovação dos processos. ;Hoje, temos em torno de 480 mil metros quadrados liberados para construção. Temos outros 160m; em processo. É um número significativo. Vamos investir na informatização do sistema. O governo está fazendo um esforço dentro dos parâmetros da legalidade;, explicou.




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