Asfalto de Águas Claras é analisado

Asfalto de Águas Claras é analisado

Estudos são realizados a pedido do TCDF para que o produto final chegue em boas condições aos usuários. Nas asas Sul e Norte, vários problemas foram encontrados, por isso, o trabalho é feito antes que a obra esteja terminada

» BERNARDO BITTAR
postado em 23/07/2015 00:00
 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

A análise dos materiais usados no Programa Asfalto Novo e dos custos deles continuou ontem, em Águas Claras. O pedido foi feito pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal e já havia funcionado durante a primeira etapa do projeto, nas asas Sul e Norte. Mas dessa vez, os estudos começaram antes do fim das obras. Assim, irregularidades ou indícios de superfaturamento podem acarretar em quebra de contrato com as empresas prestadoras de serviço, segundo a presidência do órgão.

Estão sendo avaliados os graus de compactação do asfalto e a flexibilidade e a resistência do concreto que vai para as ruas. A espessura, a densidade das camadas e o nivelamento da pista também estão na lista de testes. Com as amostras, será determinado o teor de ligação do material, responsável pela coesão entre todos os componentes da massa asfáltica. ;Os contratos foram realizados de forma clara: se houver falha, as empresas deverão refazer o serviço ou devolver todo o dinheiro aos cofres públicos;, afirmou o presidente do TCDF, Renato Rainha, que ontem esteve presente no momento da colocação do material.

Atualmente, as obras estão sendo feitas em Águas Claras, Taguatinga, Recanto das Emas, Lago Sul e Riacho Fundo. ;Estamos utilizando tecnologias e equipamentos atualizados para verificar a qualidade do asfalto;, comprometeu-se José Fanzio, chefe de apoio técnico da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

A primeira fase do projeto, realizada entre a Asa Norte e a Asa Sul, apontou diversos problemas. Entre as 14 partes analisadas, apenas uma estava apta para funcionamento. Por isso, outros 300 pedaços de asfalto foram retirados do centro da cidade para a novos testes. A medida permite a elaboração de relatórios sobre as duas primeiras etapas do Programa Asfalto Novo, subdividido em três temporadas. Entre 2013 e 2014, foram liberados R$ 347 milhões para garantir a modernização das vias da capital. A primeira fase deveria ter sido concluída em dezembro do ano passado, mas ultrapassou o prazo em quatro meses.

Reclamações
De acordo com José Fanzio, o maior problema encontrado na segunda etapa não foi o asfalto em si, mas a falta de paciência da população. ;Muita gente reclama, buzina, xinga. Precisamos de compreensão;, afirma. Os trabalhos são realizados durante o dia, o que dificulta o trânsito. Os motoristas reclamam que o desnível provisório do asfalto causa mais sobressaltos que o bloqueio das vias. ;Faltou planejamento. Uma rua está fechada, enquanto a outra é cheia de buracos. E tem as diferenças visíveis de altura entre uma faixa e a outra;, observou o bancário Roger Cardoso, 33 anos, morador de Águas Claras. A frota de veículos registrada pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF) é de 1,5 milhão.

Durante as próximas semanas, o cenário deve ficar mais delicado. Será necessária a retirada de várias partes do asfalto novo, em horários distintos, para realizar os testes de qualidade. Laboratório da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) devem finalizar os procedimentos até 60 dias depois da coleta.




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