Histórias de Míriam Leitão

Histórias de Míriam Leitão

Em seu novo livro, Flávia e o bolo de chocolate, a jornalista conta a história de mãe e filha que tinham cores de pele diferentes

postado em 08/08/2015 00:00
 (foto: Toms Rangel/Reprodução internet)
(foto: Toms Rangel/Reprodução internet)

No terceiro livro infantil da jornalista Míriam Leitão, conhecemos Flávia, uma garota que não gosta da cor marrom. Com a ajuda da mãe, Rita, e da paixão por bolo de chocolate, a menina aprende uma lição valiosa sobre a importância de ser diferente.

; Escrevi Flávia e o bolo de chocolate porque, anos atrás, fui ao Espírito Santo e encontrei uma amiga, a Rita. Ela me contou da Flávia e desse diálogo que ocorreu quando ela era criança, e guardei a história. Hoje, a Flávia é adulta e ficou muito emocionada quando viu o resultado.

Míriam ; que tem outros dois livros para crianças na gaveta e um em vias de ser publicado ; procura criar narrativas que divirtam. Essa é a prioridade nos textos, mas ela também acha importante transmitir valores. Em Flávia e o bolo de chocolate, ela fala sobre a diversidade e a força do amor.

; O livro tem dois temas fortes: a adoção e a diferença na cor de pele. Eu quis trazer isso ao público da maneira mais lúdica possível, porque o leitor tem que achar divertido. Esse é o desafio. É uma carpintaria delicada. Cada palavra tem que estar ali por um motivo.

Paixão pela leitura
Aos 62 anos, a jornalista apaixonada por livros sente-se realizada vivendo de escrever; seja para a coluna semanal de Economia no jornal O Globo, seja para outros projetos, até de literatura infantil ; seu lado mais doce.

Quando criança, a mineira de Caratinga leu todos os clássicos dos Irmãos Grimm. Míriam sempre almejou despertar o interesse pelo mundo das obras de fantasia nos próprios filhos e netos ; fosse procurando e comprando livros, fosse inventando novas histórias.

A autora contou ao Super! que, como toda boa jornalista, tira inspiração da realidade. Em sua obra anterior, A perigosa vida dos passarinhos pequenos, a ideia veio do convívio com as aves em sua fazenda aos fins de semana. Já em Menina de nome encantado, a ideia surgiu a partir de uma conversa com a sobrinha de cinco anos.




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