Bate papo com a autora

Bate papo com a autora

postado em 12/09/2015 00:00
 (foto: Facebook/Reprodução)
(foto: Facebook/Reprodução)

A escritora Janny van der Molen fala ao Super! com exclusividade, por e-mail. Confira a entrevista.


Você leu O diário de Anne Frank quando era criança? O que você sentiu?
Acho que eu tinha 14 ou 15 anos, e fiquei chocada, devastada pela história. A força, a inteligência e também o senso de humor dela me impressionaram. Ela deve ter sido uma ótima pessoa!

Por que você quis escrever O mundo de Anne Frank?
Em 2009, eu escrevi um livro chamado Heroes, people who made the world a better place (Heróis: pessoas que fizeram do mundo um lugar melhor, em tradução livre), com pessoas como Martin Luther King, Gandhi, Mandela, Florence Nightingale, entre outros. Anne Frank é uma das heroínas do livro. Minha editora na Holanda e a Casa Anne Frank sentiram que era preciso publicar uma biografia infantil dela. Como eu havia escrito sobre ela em Heroes, eles acharam que eu poderia fazer o trabalho. A ideia era escrever algo a partir do ponto de vista de Anne Frank. Achei que isso seria quase impossível, já que sou uma mulher livre, não judia e mãe. Mas nós trabalhamos com pesquisadores e, no fim, senti que seria possível escrever o livro.

Qual foi o momento mais marcante que você passou durante a pesquisa?
As visitas a Bergen-Belsen e Auschwitz-Birkenau me impactaram muito. Alguém me disse que minha vida nunca mais seria a mesma depois de Auschwitz, e isso é verdade. Todo o mal que aconteceu nesses locais é algo incompreensível. A forma como as pessoas eram mortas é muito cruel; Essa é uma parte da natureza humana que é quase impossível de entender, mas que existe.

O que as crianças podem aprender a partir da história de Anne Frank?
Essa é uma pergunta díficil. O diário fala sobre fé na humanidade. Ele tem uma mensagem forte: mesmo nas situações mais difíceis, é possível ter esperança num futuro melhor. Sabemos, por exemplo, que Nelson Mandela se inspirou nessa mensagem quando estava na prisão. Os jovens podem encontrar força positiva. Ao mesmo tempo, não podemos nos esquecer de que Anne foi morta por ser judia, porque era ;diferente;. Acho que a história dela nos mostra que o outro sempre é diferente, e isso é algo que devemos respeitar e, até mesmo, celebrar.



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