Eu vi!

Eu vi!

Diego Ponce de Leon diegoleon.df@dabr.com.br
postado em 06/03/2016 00:00
 (foto: Globo/Divulgação)
(foto: Globo/Divulgação)

Há uma nuvem de lágrimas...
Todo domingo, abro meu Face e só vejo lágrimas. É um tal de gente chorando pra todo lado. A culpa parece ser do The voice kids. Durante o programa, inclusive, o choro impera. O apresentador chora, os jurados choram e as crianças choram, quando são escolhidas e quando não são.
Tenho certa dificuldade com programas que colocam criaturas ainda tão imaturas e ingênuas para competir. Crianças não deveriam enfrentar batalhas e nem serem corrompidas pela nossa mania de litígios e conflitos, mas, de fato, elas nos emocionam.


Lindo vê-las entoando clássicos da MPB, rememorando canções da nossa memória afetiva. Muitas vezes, com talento e compromisso. Uma pena, no entanto, sabermos que a maioria vai acabar no esquecimento. E terão dificuldade em compreender que, em breve, elas não serão mais o centro das atenções. Temos que ter parcimônia ao levá-las ao apogeu e, depois, provocarmos tamanha queda. O motivo do choro, então, será outro.

Assim seja...

"A melhor maneira de tornar as crianças boas
é torná-las felizes"

Oscar Wilde, escritor, poeta e dramaturgo

Politizados
Tenho profundo respeito pelos artistas que compreendem o poder de fala que lhes é atribuído, por conta da visibilidade, e provocam algo producente a partir desse espaço. Não concordo com todos, claro, mas acho fundamental que a arte assuma sua posição de ferramenta política de debate. Assim, um salve para Tonico Pereira, Carlos Vereza, Gregório Duvivier, Vera Holtz, Tico Santa Cruz... E todos aqueles dispostos a discutir o que nos move e nos assola.

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