Uma profissão em formação

Uma profissão em formação

postado em 14/03/2016 00:00
 (foto: Olaff Behrend/Arquivo pessoal)
(foto: Olaff Behrend/Arquivo pessoal)


O termo design significa, em inglês, projetar. No entanto, o trabalho dos designers vai muito além disso. O profissional da área tem a habilidade de aliar a criatividade à funcionalidade de produtos e programas visuais.

As atividades realizadas envolvem conhecimentos de arquitetura, publicidade, engenharia e, em alguns casos, de computação. É o caso do programador visual, responsável por criar logotipos e projetos gráficos para publicações, além de páginas na internet. O campo é muito amplo, o designer trabalha com produtos de consumo, como eletrodomésticos, móveis, peças de roupa e joias.

O profissional está em contato com diversas profissões, como arquitetos, profissionais de marketing, jornalistas, editores, engenheiros e especialistas em informática.

O mercado brasiliense


Caio Costa se formou recentemente e atua como designer em uma empresa de jogos. O primeiro contato dele com área foi ainda no Ensino Médio, quando a namorada do irmão mostrou a ele um trabalho que ela tinha produzido. Caio alerta que o mercado da área em Brasília é complicado: ;Vejo raras oportunidades. Sou um desses que foram um pouco fora da curva e conseguiram achar uma empresa para trabalhar realmente como designer.;

Segundo o designer, a profissão não é valorizada como deveria e a maioria das empresas que contratam os serviços dos profissionais não concordam com os valores extipulados pela Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal (Adegraf). ;A gente recebe 30%, 40% do valor da tabela. As pessoas não enxergam o trabalho como um valor correto;, conta Caio.

Ao contrário de Caio, Gueldon Brito atua como designer freelancer e trabalha de casa. ;Faço freela para agências, empresas que já trabalhei, pequenos empresários. Trabalho principalmente com design editorial, publicações em geral, mas desenvolvo o trabalho que tiver;, conta.

O designer que se formou em 2009 não reclama do mercado para profissionais autônomos, ;Atualmente é um mercado bem aberto. Apesar da crise, acredito que mais oportunidades foram abertas;. Segundo Gueldon, o salário costuma variar de um mês para o outro, mas não é ruim. Com relação a valorização do trabalho confirma que muitos de seus clientes reclamam do preço, mas acabam pagando.

Assim como Gueldon, Olaff Behrend foi atraído pela flexibilidade e pela comodidade de fazer o próprio horário e trabalhar em casa. ;Gosto da relação direta que crio com os clientes, de ter uma troca de emails com ideais e sugestões é simplesmente incrível. Quando trabalhei em agências de publicidade sentia falta desse contato direto com o cliente;, afirma.

Apesar da crise, Olaff não reclama da quantidade de trabalho: ;É natural surgirem novas oportunidades, os clientes quando gostam do meu trabalho me indicam com satisfação;, conta.

Dribbble Meetup

Universidade de Brasília (Campus Darcy Ribeiro ; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, ICC Norte). De 28 a 31 de março, das 10h às 19h. Entrada gratuita. Classificação indicativa livre.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação