Processos e uma rara renúncia

Processos e uma rara renúncia

postado em 24/06/2016 00:00

Em meio aos escândalos de má gestão, a devolução de dinheiro gasto irregularmente é até determinada, mas o cargo do dirigente não chega a ser atingido. Em fevereiro de 2013, por exemplo, o MP concluiu que a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) emitiu notas frias equivalentes a R$ 440 mil por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Apesar de a entidade ter sido obrigada pelo órgão a devolver o dinheiro, Jorge Lacerda da Rosa não foi afastado da presidência, cargo que assumiu em 2005. Por sinal, um novo processo contra ele foi encaminhado ao MP, em 2015. Desta vez, a suspeita é de que o dirigente tenha usado recursos da entidade para pagar despesas pessoais.

Na ocasião, a entidade se defendeu em nota. ;A CBT recebe verbas de origem pública e privada. Lacerda recebe um auxílio-moradia aprovado em Assembleia Geral da entidade. Esse valor mensal era usado para o pagamento dessas contas.;

Em 2014, com escândalo envolvendo a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), o então presidente Ary Graça renunciou ao cargo que ocupava havia 17 anos. Desde 2013, o cartola dividia a função na CBV com a presidência da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), na qual continua.

O dirigente se defendeu à época por meio de nota oficial. De acordo com ele, uma auditoria externa na CBV avaliou todos os contratos e não encontrou nenhuma ilegalidade.


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