Para comer com os olhos

Para comer com os olhos

postado em 07/10/2016 00:00
 (foto: Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press)




Novato na gastronomia local, o chef Fábio Marques, do Vanilla Café e Brigaderia, já entendeu que, para atrair os pequenos comensais, precisa prender a atenção deles. A ideia, então, foi criar uma reapresentação de um prato de sucesso da casa. Enquanto o pai aprecia o risoto com costela suína, queijo coalho e cebola roxa (R$ 34,50) na forma convencional, o filho experimenta a mesma receita, mas que vem à mesa em formato de ursinho, por R$ 18.


;Não fiz alterações na receita porque, de maneira geral, naturalmente evito usar conservantes. Todos os ingredientes naturais, não exagero na pimenta nem em temperos que sejam muito agressivos. Tudo que uso é fresco, das ervas aos legumes. Dispensei as adaptações porque minha cozinha, mesmo sem querer, já cabe sob medida no paladar infantil;, afirma o chef, que já passou pela consagrada cozinha do restaurante paulista D.O.M, eleito há duas semanas o terceiro melhor restaurante da América Latina.


Sugestão para o mês de outubro, a receita pode ser procedida por um brigadeiro, especialidade do local. São 58 sabores, com preço que circula entre R$ 3 e R$ 4,50. Os mais exóticos são o de caramelo, cream cheese com goiabada e o de churros. Aos adultos, há alguns sabores para lá de criativos, caso do doce com licor de laranja e o inspirado na Cerveja Heineken.

58

Quantidade de sabores de brigadeiro do Vanilla Café e Brigadeiria


Mascotes contemporâneos
quem acha que a cozinha contemporânea só serve para ;gente grande; vai se surpreender com o cardápio do Santé 13. No Dia das Crianças, o escalope de filé-mignon ao molho de trilogia de mostarda com rizo cremoso de parmesão (R$ 59), uma vedete do menu, ressurge em versão reduzida para pequenos, por R$ 34.

Com ingredientes dificilmente encontrados em pratos infantis ; caso da mostarda e do queijo parmesão, mais potente que a muçarela ; a receita foi iniciativa de Oswaldo Scafuto, sócio do endereço, para fugir das redes de fast-food.

;Tenho uma alimentação voltada para a comida natural. Enquanto comia minha salada com quinoa e proteína de soja, meu filho pedia o bife com fritas. Hoje, aos 16 anos, ele me acompanha. Prestando atenção ao que eu como, ele passou a se alimentar melhor;, comenta, demonstrando que a melhor maneira de convencer é pelo exemplo.

A harmonização também pode ser flexível. Enquanto o pai aprecia um vinho rosé, casamento certeiro com o tempo quente da cidade, o filho se refresca com suco de abacaxi com hortelã, a R$ 9,90. Sem açúcar, claro. ;Não uso polpa, e isso dispensa adoçantes artificiais;, emenda Oswaldo.

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