E a cadeira ficou vazia

E a cadeira ficou vazia

postado em 14/07/2017 00:00
 (foto: Heiko Junge/AFP)
(foto: Heiko Junge/AFP)

O filósofo canadense John Ralston Saul, ex-presidente internacional da PEN International, se lembra bem daquele 10 de dezembro de 2010. O auditório da Prefeitura de Oslo estava lotado para a entrega do Prêmio Nobel da Paz para o dissidente chinês Liu Xiaobo. ;Eu me lembro muito claramente de me sentar na fila da frente, olhando a cadeira vazia sobre o palco ; o lugar de Liu. E me recordo de pensar sobre o sofrimento que ele estava pronto a assumir pela causa em que acreditava;, contou ao Correio, por e-mail, o fundador do movimento de escritores engajados na luta pela democracia, do qual Liu fazia parte. ;Também pensei sobre a coragem e a determinação com que ele evocou as ideias mais básicas de liberdade e de responsabilidade, as quais têm longa história na China. Era um grande patriota, que lutava pelo melhor de seu país.; Durante a cerimônia de premiação do Nobel da Paz, um imenso retrato de Liu foi colocado ao fundo do palco. Ao lado da cadeira vazia, onde havia apenas o diploma e a medalha de laureado, estava sentado Thorbjorn Jagland, então presidente do Comitê Nobel Norueguês, que lamentou a ausência do dissidente.

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