Justiça determina prisão

Justiça determina prisão

Ao ser detido, militar apresentava sinais de embriaguez e disse que pretendia %u201Cutilizar a viatura para causar danos ao Congresso Nacional%u201D. De acordo com fontes ouvidas pelo Correio, ele se negou a fazer o teste do bafômetro

» ANA VIRIATO
postado em 04/12/2017 00:00


Documentos do Inquérito Policial Militar que investiga os crimes cometidos pelo 2; sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Marcos de Araújo, 44 anos, apontam que, ao ser detido, ele apresentava sinais de embriaguez e disse que pretendia ;utilizar a viatura para causar danos ao Congresso Nacional;. O homem se negou a fazer o teste do bafômetro, garantem fontes ouvidas pelo Correio.

Nos autos de prisão, o 1; tenente responsável pelo flagrante, lotado no 1; Grupamento de Bombeiro Militar (GBM), relatou que recebeu ligação pela qual foi informado sobre o furto e, minutos depois, soube que Fabrício havia sido detido e que seria levado ao quartel. ;O militar se encontrava em estado muito alterado, proferindo frases desconexas e apresentando hálito etílico;, complementou.

A capitã do Corpo de Bombeiros que contou o caso ao 1; tenente prestou depoimento na condição de testemunha. Ela afirmou que recebeu áudios enviados por Fabrício no grupo de WhatsApp do 8; GBM, onde era lotado. Neles, o investigado ;relata sua intenção de explodir a viatura no Congresso Nacional;. A bombeira acrescenta que, no momento da voz de prisão, o homem ;se encontrava alterado e com forte odor etílico;.

;O militar se mostrava muito indignado com a situação do país em geral e bastante perturbado emocionalmente. Não se encontrava em suas plenas faculdades mentais, mas, com o decorrer do tempo, demonstrou que aparentemente estava ciente de suas atitudes;, frisou.

Fabrício Marcos optou por ficar em silêncio durante o interrogatório. Mas destacou que ;já deveria ter buscado atendimento psicológico há muito tempo;. Advogado do bombeiro, Rodrigo Veiga afirmou que ;vai aguardar o desenrolar do processo e, por ora, não se posicionará sobre o mérito das acusações;. ;Mas garanto que nada do que foi veiculado em redes sociais, como o suicídio de um filho e tendências terroristas, procede;, ponderou.

Prisão preventiva

O juiz plantonista Alessandro Marchió Bezerra converteu em preventiva a prisão em flagrante do 2; sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Marcos de Araújo. Durante a audiência de custódia, realizada na tarde de ontem, o magistrado afirmou que, ao prosseguir acima do limite de velocidade permitido, o bombeiro ;estava obstinado a atingir seu intento, não sendo possível precisar quantas vidas inocentes poderia ceifar para fazê-lo;.

Alessandro Marchió não aceitou a tese da defesa do bombeiro, que entregou um relatório psicológico, no qual afirma que ele não tem como responder temporariamente pelos atos. ;Tal constatação demanda, na verdade, a instauração do competente inocente, não sendo possível considerá-la isoladamente para fins de mantê-lo solto;, pontuou o juiz.

Em nota, a Secretaria de Segurança e Paz Social e o Corpo de Bombeiros descartaram, por ora, indícios de intenções terroristas. As corporações relataram que, após o delito, Fabrício Marcos de Araújo foi encaminhado ao quartel, onde recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de furto qualificado, desobediência, estragos ao material da administração militar e tentativa de dano.


"O militar se encontrava em estado muito alterado,
proferindo frases desconexas e apresentando hálito etílico;

1; tenente do Corpo de Bombeiros,
responsável pelo flagrante

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