Mercado S/A

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Os fabricantes de autopeças faturaram, em janeiro, 31,4% a mais do que no mesmo mês de 2017

Amauri Segalla amaurisegalla@diariosassociados.com.br
postado em 05/04/2018 00:00
 (foto: João Alvarez/Sistema Fieb/Flickr - 4/5/12)
(foto: João Alvarez/Sistema Fieb/Flickr - 4/5/12)

Bons negócios da chinesa JAC no Brasil

O empresário Sérgio Habib (foto), dono da operação local da chinesa JAC Motors, voltou a sorrir. Depois de enfrentar uma crise sem precedente nos últimos 2 anos, a JAC começou o ano acelerando. Em março, saíram de suas concessionárias 436 automóveis, alta de 48,8% sobre o mesmo mês do ano passado. ;Como março deste ano teve dois dias úteis a menos no calendário do que em 2017, o índice revela uma consistente recuperação;, diz Habib. No acumulado de 2018, sua marca colocou nas ruas 1.060 unidades, avanço de 32,5% sobre o primeiro trimestre de 2017. Não foram apenas as montadoras e as concessionárias que voltaram a enxergar o mercado brasileiro com otimismo. Os fabricantes de autopeças faturaram, em janeiro, 31,4% a mais do que no mesmo mês de 2017, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). A razão para o desempenho foi a demanda das montadoras, que ampliaram seus pedidos em 33,7%. As exportações aumentaram 32,2% e o mercado de reposição, 21,1%.







Rapidinhas

  • A ContaAzul, empresa brasileira de TI fundada em 2011 e que oferece organização financeira a pequenas empresas, captou R$ 100 milhões em uma nova rodada de investimentos liderada pela Tiger Global Management, companhia de investimentos sediada em Nova York. Com a transação, a Tiger Global, que fez seu primeiro aporte na ContaAzul em 2015, amplia sua participação na empresa.

  • Criado há um ano pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Observatório da Criminalidade no Campo traz dados alarmantes sobre a atuação de quadrilhas em propriedades rurais. O índice de reincidência do crime na mesma propriedade é de impressionantes 66%. Não à toa, começam a surgir no país empresas especializadas em oferecer segurança em fazendas produtivas.

  • A queda de 25% no número de pedidos de falência no primeiro trimestre de 2018 ante igual período do ano passado surpreendeu os analistas da Serasa Experian, que não esperavam uma redução tão acentuada. A previsão era algo em torno de 15%.

  • Os críticos do excesso de propagandas feitas pelo técnico da seleção, Tite, às vésperas do Mundial se esqueceram de que isso já é tradição. Até o lendário Telê Santana fez publicidade em 1982, para a Topper e para o Banco de Minas Gerais.


R$ 30 bilhões em projetos de expansão

Um mapeamento realizado pela construtora paulista Âncora Engenharia junto a 113 empresas do país concluiu que elas destinarão R$ 30 bilhões para projetos de ampliação ao longo de 2018 e 2019. O levantamento identificou que 54% desse montante será investido por companhias do Sudeste e Centro-Oeste, regiões que concentram os negócios do setor. Foram consideradas previsões de investimentos em implantação, modernização e expansão de prédios corporativos.



Todos contra o antibiótico na dieta animal

Cerca de 50 países possuem políticas para restringir o uso de antibióticos como promotores de crescimento em dietas de animais. Em 2006, a Europa proibiu o uso desses produtos. Dois anos depois, foi a vez de os Estados Unidos aderirem à causa. A pressão fez com que redes globais de fast food, como Burger King e McDonald;s, desistissem de carnes de animais que tenham recebido antibióticos. No Brasil, o Ministério da Agricultura irá apresentar neste mês as regras para o uso das substâncias.



O consumo digital na maturidade

Pesquisa realizada pela consultoria MindMiners sobre os hábitos de consumo dos brasileiros com mais de 50 anos mostra que eles estão sintonizados com os novos tempos. De acordo com o levantamento, 83% usam as redes sociais para se informar ; é quase o mesmo percentual dos jovens. O corte por idade também traz resultados interessantes: 35% das pessoas entre 55 e 59 anos usam serviços de streaming de música como Spotify e 36% delas assinam canais como Netflix.

  • 48%
    dos brasileiros planejam gastar mais em
    consumo em 2018 do que no ano passado,
    segundo estudo da consultoria PwC.
    Boa notícia para o varejo, que responde
    por quase metade do PIB do país

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