>> Sr. Redator

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postado em 27/05/2018 00:00
Greve dos caminhoneiros I

A repórter da CBN interrompeu as notícias sobre a paralisação para noticiar sobre o vestibular da UnB, dizendo: ;Afinal, a vida não para;. Para sim, senhorita. E pode acabar para alguns. Resido no Grande Colorado e sobrevivo com seções diárias de hemodiálise. Eu me desloco da minha residência até a clínica autorizada pelo meu convênio, na 616 Sul, de carro. Não sobrevivo sem gasolina. Nem sem o material de hemodiálise parado nos bloqueios. E com a solução da paralisação em mãos dos políticos existentes, a calamidade pública está instalada. Políticos representados pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira, que viajou para Fortaleza por compromisso particular. Fora todos. Que se instale regime de exceção. Que se trate a questão com a urgência necessária e não após cinco dias de permissividade com o crime de impedir o direito de ir e vir. Em meio ao caos instalado, os políticos fazem reuniões para ;avaliar; a situação, após cinco dias de inércia.
; Marcelo Hecksher, Grande Colorado

Greve dos caminhoneiros II


A greve abusiva dos caminhoneiros, no melhor estilo ;Venezuela;, expõe a fragilidade do sistema de transporte (e logística) brasileiro, com absoluta predominância do modal rodoviário (74%). Essa predominância encarece os produtos do país, prejudicando a concorrência nas exportações e torna as estradas um perigo para os carros e ônibus, que têm de enfrentar verdadeiros ;caminhões vagões; com mais 30 metros de comprimento. Não é apenas uma coincidência, portanto, que, em mais de 50% dos acidentes rodoviários, as carretas estejam envolvidas e que estradas recém-inauguradas, por uma falta crônica de fiscalização da tara, sejam rapidamente danificadas. É fundamental que nesta eleição votemos em candidatos que prometam mudar esta situação e, para tanto, proponho o hashtag #queremosferrovias.
; José Salles Neto, Lago Norte

Greve dos caminhoneiros III


Para tudo. Os hospitais ficam sem oxigênio e remédios, os supermercados ficam sem mercadorias, as escolas fecham suas portas. Enfim, o Brasil simplesmente para. Por quê? Pela burrice, incompetência ou interesses escusos de nossos governantes. Já foi dito milhões de vezes que o transporte ferroviário é de imensa importância para um país. Pode ser que a construção de ferrovias seja mais onerosa que a construção de estradas de rodagem, mas o custo-benefício não se compara. Acho que sei por que os governantes preferem as estradas de rodagem: pressão dos produtores de gasolina, diesel e etanol. Puro interesse dessa ;máfia; que não pensa no bem-estar do povo e no desenvolvimento do Brasil. Jesus, iluminai os corações desses brasileiros gananciosos. Dentro de Brasília, por exemplo, como seria bom termos um transporte sobre trilhos. (...) A população do Grande Colorado, de Sobradinho e de muitos outros bairros do DF ficariam muito felizes. Senhores governantes, por favor, deixem um pouco de lado os próprios interesses e pensem: o Brasil sobre trilhos, tal como o nosso pai da industrialização, o Barão de Mauá, sonhava, seria o ideal. Pensem um pouquinho no bem de todos.
; Maria Apolonia P. Gomes, Grande Colorado

Burocracia


O INSS anunciou que a entrada do pedido de aposentadoria pode ser feito pela internet. Realmente, um avanço. No entanto, o mesmo INSS não aceita como comprovante de vida, para que a aposentadoria ou pensão não seja suspensa e cancelada, um atestado médico. Exige que o idoso de 90, 95 anos vá até a agência bancária (sempre cheia e com péssimo atendimento) de cadeira de rodas ou maca para provar que está vivo. (...) Se o idoso não puder comparecer, o INSS exige uma procuração (que custa mais de R$ 300, pois, se o idoso está impossibilitado de ir ao banco, claro que não pode ir ao cartório...) que é ;refrescada; anualmente ao custo de mais de R$ 50! (...) Assim não dá para ter esperança e parabenizar o INSS. A prova de vida como está é um completo desrespeito ao idoso, que começou no desgoverno passado e se perpetua no atual, sem que ninguém tome qualquer providência. Cadê o MP, o Judiciário, o Legislativo? E o Estatuto do Idoso?
; Elcio Dias Gomes, Asa Norte

Eleições


O tema focalizado no artigo do senador Lasier Martins (23/5) é espantoso. Como, então, o Congresso aprova uma lei que determina a impressão do voto e o Tribunal Superior Eleitoral decide não a cumprir sob diversas alegações fajutas? E a procuradora-geral da República ainda recomenda que não seja implementada apresentando um argumento falso? O voto impresso tornará a eleição transparente, em caso de dúvida. O que ela não é, com o uso de urnas que, ao mesmo tempo, recebem e apuram o voto conforme programa nelas inserido e que pode ser mal-intencionado. A única razão lógica para não imprimir o voto é a intenção de fraudar a eleição, como na Venezuela, sede da empresa fabricante das urnas.
; Roberto Doglia Azambuja, Asa Sul

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