Eixo capital

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helena mader / helenamader.df@dabr.com.br
postado em 01/06/2018 00:00

O risco de eventos religiosos e artísticos para políticos

Um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral esta semana acionou o alerta dos partidos sobre o risco da participação de pré-candidatos em eventos artísticos, esportivos e, principalmente, religiosos. A Corte começou a julgar um deputado estadual e um federal de Minas Gerais que tiveram os mandatos cassados por abuso de poder econômico e religioso e pelo uso indevido dos meios de comunicação. O recurso começou a ser analisado, mas houve um pedido de vista do ministro Tarcísio Vieira. Os parlamentares foram cassados e tiveram a inelegibilidade declarada por conta da participação em um evento da Igreja Mundial do Poder de Deus, pouco antes da eleição de 2014.




Chances de inegibilidade

Em primeira instância, a Justiça eleitoral entendeu que o encontro religioso tinha ares de ato político, com pedidos explícitos de votos. O advogado do PSB, Rodrigo Pereira, usou o caso mineiro para alertar os políticos do partido no Distrito Federal sobre os perigos de irregularidades eleitorais. ;Sugiro que os pré-candidatos não utilizem eventos religiosos, artísticos e esportivos para pedirem voto ou realizar proselitismo político, sob pena de cassação do mandato ou aplicação de inelegibilidade;, alertou Rodrigo.





Da Paraíba para Brasília

Ainda desconhecida do eleitorado, a pré-candidata do PSol ao GDF, Fátima Sousa, adotou uma estratégia digital para tentar divulgar seu nome. Ela fez uma série no YouTube, em que conta sua história de vida e trajetória profissional. Para isso, a professora da Universidade de Brasília foi gravar até em Aguiar, na Paraíba, sua terra natal. Nos vídeos, além de detalhes pessoais, há depoimentos de colegas, familiares e até de personalidades da política, como o pré-candidato do PSol à Presidência, Guilherme Boulos, e da deputada federal Luiza Erundina, também colega de partido. A estratégia é usar as redes sociais para divulgar o material e a imagem da representante do PSol.



Siga o dinheiro

R$ 13,30

Valor unitário em licitação da PM para a compra de kits refeição e hidratação de militares, em caso de emprego da tropa em atividades externas e de mobilização




PCDF em Paris

A Polícia Civil do Distrito Federal vai mandar representantes da instituição para participar do Salão Internacional de Segurança e Defesa Terrestre e Aérea, que será realizado em Paris, entre 11 e 15 de junho. Organizado a cada dois anos, o evento reúne as mais modernas soluções tecnológicas para o setor. Em 2016, mais de 300 empresas apresentaram novidades durante a feira. Este ano, haverá produtos e debates sobre armas, segurança civil da população e gestão de crise, drones e segurança cibernética. São esperados 57 mil participantes, de 63 países.




Orçamento do próximo do governador em debate

A Câmara Legislativa vai debater na próxima quarta-feira a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019, em uma audiência pública. É o pontapé inicial para a aprovação da proposta, que prevê as prioridades e metas da administração pública para o primeiro ano do próximo governo. O projeto prevê que quem assumir o Palácio do Buriti terá à disposição R$ 39,8 bilhões em 2019. Estão previstos mais de R$ 227 milhões para a concessão de reajustes a partir do segundo semestre de 2019 ; caso a previsão de receitas se concretize.





Baixa participação feminina

A participação feminina na política do Distrito Federal ainda está muito longe de uma efetiva representação das mulheres. Na última eleição, os partidos se limitaram a cumprir a cota estabelecida pela legislação eleitoral, que determina um mínimo de 30% de candidatas. Na capital federal, das 1.027 pessoas registradas para concorrer a um cargo eletivo, 31% eram do sexo feminino e 69%, do sexo masculino. Especialistas defendem a adoção de cotas também nas direções dos partidos, como forma de ampliar a presença das mulheres nos grandes debates nacionais. O DF tem hoje cinco deputadas distritais, uma deputada federal e nenhuma senadora. Do que se vê das tratativas para 2018, será difícil ampliar esse quadro no ano que vem...







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