E Brasília tomou um banho de lua!

E Brasília tomou um banho de lua!

Cerca de 2 mil pessoas acompanharam o eclipse lunar na Esplanada dos Ministérios. Fenômeno durou 15 minutos no Distrito Federal

» BRUNA LIMA » SARAH PERES Especiais para o Correio
postado em 28/07/2018 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)






Binóculo em uma mão e pipoca na outra. Tudo preparado para assistir ao evento astronômico mais aguardado do momento: a lua de sangue. Os brasilienses se reuniram ontem em diversos pontos da cidade para ter a melhor visão do eclipse lunar. Entre os locais mais visitados estavam a Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios, além da Praça do Cruzeiro e da Torre de TV, no Eixo Monumental.

O eclipse foi o mais longo do século, totalizando 1h42. Em Brasília, o fenômeno pôde ser visto por cerca de 15 minutos ; por causa da posição, foi possível acompanhar o espetáculo completo em pontos da África e da Oceania. Mesmo assim, não faltou animação na capital federal para acompanhar o momento em que a lua ganhou um novo tom: o vermelho, apesar de a coloração ser vista com mais intensidade com o auxílio de lentes especiais. Cerca de 2 mil pessoas se organizaram para ver o eclipse na Esplanada, de acordo com a Polícia Militar.

Arthur Augusto Mendonça, 7 anos, era um dos observadores. Acompanhado da mãe, a advogada Jéssica Caeli, 34, o garoto se empolgou com o fenômeno. ;Tá acontecendo o eclipse, tá vendo? Quando a parte da lua fica tampada pelo sol. Ali ao lado é Marte e, quando tudo fica alinhado, é que a lua fica vermelha, por causa do reflexo do sol;, explica o pequeno cientista. ;Ele é fascinado por astronomia. No aniversário de 6 anos, a decoração foi sobre o sistema solar;, relata a mãe. O amor de Arthur pela ciência fez Jéssica levá-lo duas vezes à Nasa, nos Estados Unidos.

Os namorados Gilsiane Hagale, 32, e Keyne Taniguchi, 34, acompanharam o eclipse pela novidade. ;A gente faz todo tipo de programa e, como era diferente, valia a pena vir;, disse o morador do Guará. ;Achei que seria mais impactante, por ser o maior do século, mas valeu a pena mesmo assim. Se tiver outro fenômeno, a gente volta, ainda mais por ser de graça;, completa Gilsiane.

Quem quis ver mais de perto o satélite natural da Terra, mesmo sem ter um equipamento próprio, também teve chance. As filas eram quilométricas, mas todos tiveram a oportunidade de dar uma espiadinha no telescópio do Clube de Astronomia de Brasília, montado na Praça dos Três Poderes. De acordo com Saulo Nogueira, um dos diretores do clube, virou uma tradição se reunir no local para observar o céu no período de seca. ;O céu de Brasília é o melhor, por ser o mais seco e alto. O uso do telescópio é para termos uma visão diferenciada e mais específica do eclipse. Nesse fenômeno, a configuração da terra, lua e sol foi propícia;, detalha.


Atmosfera
No eclipse lunar, a Terra fica em uma posição entre o Sol e a Lua. Assim, a luz solar passa pela atmosfera da Terra e projeta uma sombra, que deixa a superfície da Lua com um tom avermelhado. Conforme o Observatório Nacional, o próximo eclipse lunar ocorrerá na noite de 20 para 21 de janeiro de 2019.

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