Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 21/09/2018 00:00
 (foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press - 17/8/15)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press - 17/8/15)

Todos de olho

A pesquisa Datafolha divulgada na madrugada de ontem movimentou as campanhas eleitorais do DF. Antes considerado um candidato inofensivo, o ex-presidente da OAB/DF Ibaneis Rocha (MDB) se tornou uma ameaça real para os políticos que estão na dianteira. As campanhas de Eliana Pedrosa (Pros), Alberto Fraga (DEM), Rodrigo Rollemberg (PSB) e Rogério Rosso (PSD) passaram a temê-lo. O advogado tem uma boa lábia, fruto da atividade que o tornou milionário, tem recursos para a campanha e tempo de tevê. E está no embalo do crescimento. Chegou, segundo o Datafolha, a 13%, atrás de Fraga, com 14%, e Eliana, com 20%. Mas na frente de Rollemberg, com 12%, e Rosso, com 11%. Ontem começaram a circular memes com alfinetadas sobre a ligação do candidato que defende a nova política e está no partido de políticos enrolados na Justiça, como Tadeu Filippelli (MDB).




Hora de mudar estratégias

A última pesquisa que coloca o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) em quarto lugar, mesmo em empate técnico com Fraga, Ibaneis e Rosso, acendeu o alerta na equipe do governador. O problema é que Rollemberg não sai dos 12%. Está neste patamar desde que foi deflagrada a campanha. Hora de rever as estratégias. Ele tem pela frente duas semanas para crescer e se reafirmar.



Foco no combate à corrupção

Pelas redes sociais, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ressaltou ontem a política de combate à corrupção adotada por seu governo, principalmente a partir da criação da Coordenação de Combate ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR) da Polícia Civil e também na redução de despesas em contratos por meio de licitações públicas sem fraudes e superfaturamento.




No retrovisor

Alerta na campanha de Cristovam Buarque (PPS). Pela primeira vez, a reeleição do senador passa a ficar ameaçada. Leila do Vôlei (PSB), segundo o Datafolha, chegou a 31%. Cristovam está com 23%. Mas no retrovisor vê dois concorrentes chegando: Izalci Lucas (PSDB), com 18%, e Chico Leite (Rede), com 16%.



Apoio a ser disputado no segundo turno

Desconhecido até pouco tempo antes do início da campanha, o General Paulo Chagas (PRP) tem muito a comemorar até agora nesta campanha. Sem dinheiro, sem tempo de televisão, sem participar de debates por ser de partido nanico com menos de cinco representantes no Congresso, aparece nas pesquisas com 5% das intenções de voto, à frente de nomes de partidos com estrutura, como Júlio Miragaya (PT), com 3%. À frente também de Fátima Sousa (PSol), com 2%, e de Alexandre Guerra (Novo), com 2%.Pode ser que tenha crescido na onda de Jair Bolsonaro (PSL). Mas o padrinho tem grande identidade também com Alberto Fraga (DEM). Não há dúvida de que o apoio do oficial reformado do Exército será disputadíssimo no segundo turno. Ele tem algo próximo de cem mil eleitores.



Sem a PM e sem a PCDF

Comentário de um especialista em segurança que acompanha desde o primeiro dia as ações de Rollemberg na área: ;É preciso fazer uma reflexão sobre as relações do governo com as polícias. Rollemberg prestigiou a PM e, com isso, desagradou a Polícia Civil. E apesar disso, não terá o apoio dos PMs... Ou seja, por medo de operações tartaruga, cedeu para a PM e segue sem policiais militares que fecham com Fraga, obviamente;. Mas Rollemberg ainda deve fazer um aceno para as forças de segurança.



À QUEIMA-ROUPA

João Pedro ferraz (PPL), Candidato ao Senado



Qual é a sua bandeira?
Minha bandeira é a defesa intransigente do direito dos trabalhadores, tanto é que a minha proposta principal no Senado é apresentar projetos que possam revisar essa Reforma Trabalhista que foi imposta aos trabalhadores sem consulta às suas bases e sem uma discussão adequada.

Numa palavra, o senhor é candidato de quê?
Eu sou o candidato do trabalhador, do interesse dos trabalhadores mais carentes e menos protegidos. São exatamente aqueles que precisam de uma legislação forte para garantir os
seus direitos.

Qual será o seu primeiro projeto no Senado?
Os primeiros projetos serão: a revisão da Reforma Trabalhista e, para criar empregos, criar mecanismos para que o FGTS volte a ser aplicado naqueles projetos para os quais o fundo foi criado: obras de saneamento básico e construção de casa própria para trabalhadores de baixa renda. Com isso, nós vamos gerar emprego e proporcionar mais facilidade de habitação ao trabalhador carente.

Como foi o processo de escolha de seus suplentes?
O processo de escolha dos suplentes passa sempre por uma negociação partidária. Mas o que eu priorizei, e fiz questão de que fosse contemplado no processo de escolha, foram pessoas com ficha limpa e comprometidas com o direito dos trabalhadores. Assim, escolhemos para a primeira suplência um advogado e empresário extremamente respeitador da legislação trabalhista, que gera empregos ; e gera empregos dignos. E o meu segundo suplente é um professor da UnB, urbanista e arquiteto extremamente respeitado aqui em Brasília e que também não tem qualquer mácula em seu currículo. São, ambos homens de bem e que vão representar bem a população de Brasília, caso haja necessidade de me substituir.

Pretende se licenciar para que seu suplente assuma?
Este não é o projeto. Tanto eu quanto meus suplentes pretendemos trabalhar pela população do DF. Se, porventura, eu precisar me licenciar, não será com o propósito de fazer o suplente assumir. O nosso trabalho vai ser conjunto, estejam ou não na titularidade do mandato.

Entre os demais candidatos ao Senado, com quem você se identifica, para o segundo voto do eleitor?
Eu me identifico com todos os candidatos que têm ficha limpa e que se dispõem a defender os interesses dos trabalhadores, principalmente, dos trabalhadores mais desprotegidos. Que tenham também interesse em defender a criação de mais empregos. Se eu não fosse candidato, votaria no Marcelo Neves (PT). E, se o Reguffe (sem partido) fosse candidato, eu votaria nele.




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