Vírus H1N1 mata paciente de 83 anos

Vírus H1N1 mata paciente de 83 anos

A Secretaria de Saúde registra a primeira morte por complicações da Influenza A no DF em 2019. Óbito aconteceu no mês passado em hospital da Asa Sul

» DARCIANNE DIOGO*
postado em 11/05/2019 00:00
 (foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)


A Secretaria de Saúde confirmou a primeira morte por H1N1 deste ano. A vítima morava no Distrito Federal e tinha 83 anos. Exames laboratoriais realizados no período de internação comprovaram a presença do vírus Influenza A, tipo H1N1. A informação saiu do último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, divulgado neste mês. A morte aconteceu em 30 de abril, no Hospital Home, na 613 Sul.

Segundo familiares, a idosa apresentou os sintomas da doença seis dias após voltar de uma viagem ao Rio de Janeiro. ;Ela começou a ficar resfriada e teve muita febre e tosse seca. Na volta, dentro do avião, ela piorou mais, pois o ar-condicionado estava bastante gelado;, contou uma parente, que não quis se identificar. Em 28 de abril, a paciente precisou de internação e, dois dias depois, seguiu para a unidade de terapia intensiva (UTI), onde passou por uma série de avaliações. Um dos exames identificou o vírus H1N1. Ela passou 26 horas na UTI, mas não resistiu. No atestado de óbito, consta como causa da morte síndrome respiratória aguda, sepse pulmonar e leucemia.

O Home informou que, em casos de doenças cujas notificações são compulsórias, a unidade hospitalar encaminha a situação aos órgãos de vigilância, como exige a legislação. ;Quando ocorre uma notificação de caso suspeito de Influenza, ou até mesmo um óbito, a equipe da Vigilância Epidemiológica realiza uma contraprova do resultado, por meio de exame laboratorial feito no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal). Somente após o resultado deste exame, o caso é confirmado;, detalhou o hospital da Asa Sul.

Para a familiar da idosa, é preciso que o poder público intensifique a campanha de vacinação. ;A primeira coisa é fazer um estudo aprofundado para imunizar os grupos de risco, que são as crianças e os idosos e, talvez, fazer a dosagem da vacina mais de uma vez ao ano;, sugeriu.

Em 13 dias, o número de pessoas que contraíram o vírus H1N1 na capital federal subiu de seis para 11, tendo uma morte. Em 2018, a Secretaria de Saúde contabilizou 30 casos e um óbito. Outro ponto que chama a atenção no mais recente boletim epidemiológico é a quantidade de contaminados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ; infecções das vias respiratórias e pulmões. O informativo revela um aumento de 121 casos em 13 dias. Desses, três pacientes não resistiram.

Prevenção

Até 31 de maio, ocorrerá a Campanha Nacional de Vacina contra a Influenza. A iniciativa do Ministério da Saúde pretende imunizar 58,6 milhões de pessoas em todo o país, incluindo gestantes e crianças. O órgão alerta para o cuidado e a intensificação das medidas que evitam a transmissão da gripe e outras doenças respiratórias. Entre as orientações estão: lavar e higienizar frequentemente as mãos, principalmente antes de consumir algum alimento e após tossir ou espirrar; utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir; evitar tocar as mucosas dos olhos, do nariz e da boca; manter os ambientes ventilados; adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos; e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe.

*Estagiária sob supervisão de Guilherme Goulart


"A primeira coisa é fazer um estudo aprofundado para imunizar os grupos de risco,
que são as crianças e os idosos e, talvez, fazer a dosagem da vacina mais de uma vez ao ano;
Familiar de vítima do H1N1

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