Comoção no adeus a agentes de segurança

Comoção no adeus a agentes de segurança

Mais de 500 pessoas compareceram aos enterros do bombeiro que foi morto ao apartar briga e do policial federal atingido durante uma operação. Nos dois casos, tristeza e revolta

» THIAGO SOARES
postado em 18/05/2015 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)



Amigos e parentes despediram-se com tristeza do policial federal e do bombeiro militar mortos no sábado. Colegas de farda apareceram em peso nos dois casos. Mário Henrique de Almeida Mattos, 33 anos, perdeu a vida durante uma operação da Polícia Federal em Sinop (MT), em troca de tiros com traficantes. Já Paulo Henrique Farias Gomes, 41, estava de folga quando separou uma briga no Paranoá e recebeu uma facada no peito.

No caso de Mattos, mais de 300 pessoas comparecem ao Cemitério Campo da Esperança para prestar as últimas homenagens ao agente de segurança pública. Ele também atuou por quase 10 anos na Polícia Militar do Distrito Federal, no 3; Batalhão da Asa Norte. Há menos de três anos, conseguiu realizar o sonho de ingressar na Polícia Federal. ;Morreu em função daquilo que ele gostava. O que dói saber é que ele foi morto nas mãos de bandidos. Espero que esses criminosos sejam pegos logo;, comentou o programador Dilson Bragança Costa, 27 anos, que conhecia o agente há mais de 15 anos.

Mattos era casado há dois anos e não tinha filhos. Entrou para a PF há menos de três anos e se mudou para a cidade mato-grossense. Amigos descreviam o policial com uma pessoa alegre e extrovertida. O cabo da PM Sérgio Tenório conheceu Mário ainda no ensino fundamental. A amizade da escola seguiu pela vida. ;Nós éramos um grupo de quatro amigo. O Mário o mais brincalhão, sabia como tirar o riso das pessoas. É lamentável essa perda;, comentou o cabo. ;As leis devem ser endurecidas para que delinquentes como esses sejam realmente punidos;, acrescentou o militar.

Durante o velório, a mãe e o irmão do policial passaram mal e tiveram que ser socorridos por uma equipe médica. No momento do enterro, um helicóptero jogou pétalas de rosas sobre o túmulo. A homenagem foi encomendada pela Polícia Federal. Os colegas do brasiliense também dedicaram honrarias. Por meio de nota, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lamentou a perda do policial federal. ;No exercício de suas atribuições legais, os agentes da Polícia Federal têm contribuindo para combater a criminalidade em todo o país. Em situações como essas, que tanta dor causa aos familiares, a perda de um agente entristece a polícia e todas as instituições empenhadas na construção de um país mais seguro.;

Troca de tiros

Mário Henrique de Almeida Mattos foi morto na madrugada de sábado, durante uma operação da PF em Sinop (MT). Os agentes da região receberam uma denúncia do roubo de um avião particular em uma fazenda. Os ladrões usariam a aeronave para tráfico de drogas. Ao chegar ao local, houve troca de tiros e o ex-integrante da PMDF foi atingido no tórax. Ele chegou a ser levado a um hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Quatro suspeitos da morte foram presos. Em força-tarefa, policiais se reuniram para oferecer a quantia de R$ 2 mil para quaisquer informações que levem aos traficantes.


Morreu em função daquilo que ele gostava. O que dói saber é que ele foi
morto nas mãos de bandidos. Espero que esses criminosos sejam pegos logo;


Dilson Bragança Costa,
amigo de Mattos

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