Bolsa cai, dólar sobe

Bolsa cai, dólar sobe

postado em 20/06/2015 00:00
 (foto: Karen Bleier/AFP - 30/3/15)
(foto: Karen Bleier/AFP - 30/3/15)


O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BM) fechou ontem em baixa de 0,9%, enquanto o dólar encerrou o dia cotado a R$ 3,10, com alta de 1,42%. Os juros futuros também subiram. Nos mercados financeiros e de capitais, as principais causas para os movimentos de ontem foram domésticas: notícias negativas na macroeconomia, com alta inflação e baixa atividade econômica, e sobre empresas específicas, envolvidas nas investigações da Operação Lava-Jato: foram presos executivos da Odebrecht e a Andrade Gutierrez.

Ações

As ações ordinárias (com direito a voto) da Braskem, que tem a Odebrecht e Petrobras como sócias, caíram 8,73%. As preferenciais foram as que mais perderam valor em todo o pregão: 10,4%.

Mesmo com a queda registrada pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), a forte alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pressionou os juros para cima, diante da expectativa de novas altas da Selic. O Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2016 fechou a 14,22% no encerramento do pregão regular ante 14,24% do ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2017 avançou de 13,98% para 14,04%. O DI para janeiro de 2021 subiu de 12,68% para 12,75%.

Entre as altas do Ibovespa no dia ficaram Oi PN (5,02%), Suzano PNA (3,49%) e Klabin Unit (3,19%). O índice teve alta na semana, que foi reduzida, porém, com o resultado de ontem. O cenário externo também trouxe preocupação ontem e ao longo da semana passada, sobretudo por conta do impasse em torno das negociações entre a Grécia e os seus credores.

Na segunda-feira, líderes europeus reúnem-se às 17h em Bruxelas, 12h no horário de Brasília. Para analistas, a situação do país eleva a incerteza de investidores em relação a mercados emergentes, entre os quais está o Brasil. A reunião do Federal Open Market Committee (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) durante a semana passada trouxe sinais duplos. De um lado, mostrou preocupações com a retomada da economia. De outro, deixou claro que, mesmo assim, os juros deverão subir até dezembro no país. Isso vai tirar recursos do Brasil, pressionando para cima a cotação do dólar em relação ao real.

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