Campanha dentro da lei

Campanha dentro da lei

postado em 30/08/2018 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)


Antonio Audenizio é gerente de uma casa de shows e cola adesivos no seu carro. Ele afirma que conhece os padrões impostos pela lei, sabe que existe um tamanho específico, além de entender a necessidade do CNPJ na publicidade. Ele acredita que esse tipo de propaganda funciona somente se for utilizada da forma correta. ;Acho que se ficar de forma exagerada acaba atrapalhando visualmente. Tem que colocar só um, não 5 ou 6, no local adequado;, diz o gerente. Em outras campanhas, ele também utilizou esse tipo de publicidade e afirmou que para retirar foi fácil, após uma lavagem no lava ajato, a cola saiu e o carro voltou ao normal.

O servidor público Raimundo Junior conhece a legislação atual e sabe que os adesivos não podem atrapalhar a visibilidade do motorista. Segundo ele, os adesivos que escolheu este ano foram de fácil adesão e acredita que serão facilmente retirados.


Priscila Leite é comerciante e costuma fixar no carro o adesivo com o nome do candidato escolhido. ;Uso porque é o meu candidato e não custa nada apoiar. Às vezes o eleitor sabe quem é o candidato, mas não lembra o número, aí você olha e recorda. Eu sou péssima para memorizar o número de campanha, então sempre adquiro um adesivo e um santinho para fazer a cola e levar até a urna. É bem mais fácil;, garante. Ela toma o cuidado de colar a peça publicitária em um local que não prejudique a visão quando estiver conduzindo. ;Esse meu não atrapalha. Eu observo isso com cuidado;, afirma. A comerciante recorda que no último período eleitoral não teve dificuldade em retirar o adesivo do carro. ;Passo um pano molhado e vou tirando, não tive problema na campanha passada, não estragou pintura, nem nada.;

;Eu sempre achei que o adesivo eleitoral é uma propaganda muito boa, porque a gente roda em todos os lugares, o carro roda em todos os lugares, parado ou andando na rua, a pessoa vê;, acredita o aposentado Armando Martins, que confessa não ter conhecimenmto da nova legislação que trata da publicidade eleitoral. ;Não conheço toda, porque muita coisa mudou;, explica. O aposentado faz questão de afixar o adesivo no carro e reforça: ;não estraga; (o para-brisa).




Dia de votar

No dia das eleições, a manifestação deve ser individual e silenciosa, ou seja, a preferência pelo partido ou candidato pode ser revelada por meio dos adesivos no carro em que estiver. Caso seja reunido um grupo com o mesmo tipo de material publicitário e/ou usando carros de som, configura-se crime eleitoral.

E por falar em carro, é crime eleitoral levar o eleitor até o local de votação com o intuito de angariar votos. O art. 13 da Resolução 23.551 de 2017 veda, durante as campanhas eleitorais, a utilização de qualquer bem ou serviços que possam proporcionar vantagens ao eleitor, como camisetas, chaveiros, cestas básicas e também o transporte por meio de coligações, partidos e candidatos. Para cumprir o direito ao voto, o eleitor precisa utilizar dos próprios meios. (GA)



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação