Governo dá exemplo

postado em 02/02/2014 00:00
 (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press
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(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press )
Desde 2012, o governo federal exige que todas as moradias do programa Minha casa, minha vida sigam um padrão de acessibilidade para pessoas com deficiência. Entre as exigências estão a instalação de portas com no mínimo 80cm de largura, maçanetas de alavanca, largura mínima dos banheiros de 1,5m e área de transferência para acesso ao vaso sanitário e ao box com previsão para instalação de barras de apoio e banco articulado. O programa exige também que interfones, interruptores e tomadas devam ser instalados a uma altura de 1m, para permitir o acionamento por cadeirantes.

O programa, na visão do arquiteto Eduardo Ronchetti, é um exemplo a ser seguido. Nele, há um grau de detalhamento das exigências, como percentagens reais de adaptações, não só nas áreas comuns, como também em um percentual estabelecido para os apartamentos. ;Um imóvel acessível é aquele que respeita a legislação e a norma de acessibilidade do país, aplicando-as desde a rua, seguindo pela entrada, áreas comuns até o apartamento ou residência.; Uma dica para a construção de um imóvel acessível, segundo ele, é contratar um arquiteto especializado que faça um projeto dotado de características que sigam a norma. ;A prioridade seria possibilitar o acesso irrestrito de forma democrática. Os pontos mais importantes possibilitam o acesso ao banheiro, sala, quarto e cozinha com segurança, propiciando a autonomia do usuário ou morador;, defende.

O BÁSICO DO BÁSICO

Alguns cuidados básicos na hora de planejar o projeto do imóvel podem fazer a diferença quanto à questão da acessibilidade. Confira alguns pontos a serem observados:

Rampas ; Em muitos edifícios, a fim de atender a legislação que prevê a instalação de elevadores ou rampas de acesso, muitos optam pelas rampas, construindo-as fora das normas da ABNT. Conclusão: os deficientes, muitas vezes, não têm força para vencer o percurso: ou é extenso demais, ou muito íngreme. As normas especificam um declíve de no máximo 8% e quando for longa, que haja locais para descanso. Rampas de ruas, de acesso às calçadas, devem estar devidamente desobstruídas de carros ou ambulantes. Para evitar maiores transtornas, a orientação é para que se opte pela instalação de elevadores ou plataformas de acessibilidade, dentro das exigências da ABNT.

Sinalização ; Além das barreiras arquitetônicas, os deficientes, como os cegos, sofrem com o problema de comunicação. Elevadores mais antigos, por exemplo, não têm gravados nos botões o sistema braile. Isso dificulta ou impede que uma pessoa com deficiência visual tenha acesso sozinha ao andar desejado. No procedimento de reforma ou modernização dos equipamentosé preciso trocar painéis antigos pelos adequados.

Portas e banheiros
; Outro erro comum é o do tamanho das portas e do planejamento dos banheiros.
A orientação é para que as portas tenham a largura adequada para a passagem de cadeirantes, além do cuidado com a altura de pias e vasos sanitários.

Barras de segurança e apoio
; Devem ser instaladas em rampas, escadas e em banheiros de uso comum de um edifício
(perto do vaso sanitário).

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