Modelo tem que mudar

Modelo tem que mudar

postado em 17/05/2014 00:00
A melhor forma de o Brasil voltar a buscar altas taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é mudar radicalmente o modelo de desenvolvimento econômico, disse o codiretor de Pesquisas Econômicas para a América Latina do banco inglês Barclays, Marcelo Salomon. Ao Correio, do seu escritório em Nova York, ele recomendou que o governo reduza a participação do consumo das famílias na economia e foque na ampliação de investimentos e no aumento da produtividade dos trabalhadores.

;A fórmula de crescimento baseado no consumo interno se exauriu. Portanto, ao nosso ver, o crescimento só voltará a se acelerar quando houver aumento de investimento e de produtividade dos trabalhadores;, emendou.

Para Salomon, o espaço para o consumo está limitado, em função das condições mais adversas para a tomada de crédito pelas famílias. Após uma temporada de juros baixos, durante os primeiros dois anos do governo Dilma Rousseff, as taxas praticadas nas principais linhas de financiamentos voltaram a subir, acompanhando a elevação da Selic.

Enquanto que, em um ano, os juros básicos da economia subiram 3,75 pontos percentuais, saindo da mínima histórica, 7,25%, em abril de 2013, para o patamar atual de 11%, as taxas cobradas por bancos e financeiras às pessoas físicas subiram três vezes mais: 11,7 pontos. Em abril do ano passado, os juros médios cobrados dos consumidores era de 88,61% ao ano, mas passou para 100,31% no quarto mês deste ano.

Em algumas modalidades de financiamento, como o cartão de crédito, a elevação chegou a ser 10 vezes superior à da Selic em um ano. Segundo a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média subiu de 192,94% ao ano, em abril de 2013, para 232,12%, mês passado. (DB)

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